QUESTÕES SOBRE A OBRA VIDAS SECAS DE GRACILIANO RAMOS
1- De acordo com o capítulo Mudança responda o que se pede:
O ambiente atua sobre as personagens de forma violenta e decisiva, determinando suas atitudes e seu modo de ser. Caracterize os elementos do ambiente, a partir do texto:
a) a terra: a planície, os caminhos, o rio, a lama.
b) A vegetação: a caatinga, os juazeiros, os galhos.
c) Os animais: os urubus, os bichos, as ossadas.
2- Como o meio ambiente age sobre as pessoas, no capítulo Mudança? Indique o que cada uma das personagens sente:
a) Fabiano
b) Sinhá Vitória
c) O menino mais velho
d) o menino mais novo
3- “O pirralho não se mexeu. Fabiano desejou matá-lo.” Esse desejo do vaqueiro não se concretizou. Por quê? Isso tem alguma relação com os urubus e as ossadas? Explique.
4- Que decisão Fabiano tomou? Sua mulher aprovou-a? Em que passagem do capítulo você se apoiou para dar sua resposta?
5- A linguagem usada pelas personagens parece estar condicionada ao ambiente: ela também é seca, retorcida. Que trechos do texto provam isso?
6- “Tinha o coração grosso.” Explique o significado desta oração, relacionando-a às características de Fabiano.
7- O capítulo O Mundo coberto por penas, inicia-se com uma descrição feita pelo narrador, de acordo com essa descrição, podemos responder que:
a) Sinha Vitória vê a chegada das aves ao bebedouro do gado como um sinal. De acordo com o enredo de Vidas Secas, o que simboliza a chegada das aves?
b) Transcreva, do capítulo citado, uma passagem que confirme a resposta dada ao item anterior.
c) Como o sinal identificado por Sinha Vitória pode ser relacionado à trajetória da família de Fabiano?
8- Uma personagem constantemente mencionada em Vidas Secas é Seu Tomás da Bolandeira. Homem letrado, é tido como um exemplo de “sabedoria” por Fabiano, que muitas vezes o vê como um modelo.
a) Cite um episódio do romance em que fica evidente a dificuldade de expressão de Fabiano, na presença de pessoas que julga superiores.
b) Como o episódio escolhido por você exemplifica a relação, percebida por Fabiano, entre um uso mais “difícil” da linguagem e o poder exercido por determinadas pessoas?
9- Considere agora o primeiro parágrafo do texto Baleia:
“A cadela Baleia estava para morrer. Tinha emagrecido, o pêlo caíra-lhe em vários pontos, as costelas avultavam num fundo róseo, onde manchas escuras supuravam e sangravam, cobertas de moscas. As chagas da boca e a inchação dos beiços dificultavam-lhe a comida e a bebida”.
O parágrafo transcrito é constituído por três períodos. Como você definiria as relações recíprocas entre estes três períodos?
a) o primeiro faz uma afirmação geral, posteriormente explicada pelos outros dois;
b) os dois primeiros fazem afirmações gerais sobre o estado de baleia e o último explica detalhadamente tais afirmações;
c) cada um contém uma afirmação independente;
d) o segundo e o terceiro período contradizem a afirmação do primeiro período.
e) n.d.a.
10- O segundo período do parágrafo transcrito na questão anterior abre-se apontando a magreza da cachorrinha. Logo a seguir, o texto faz o leitor visualizar esta magreza focalizando:
a) o pêlo caído.
b) as costelas salientes.
c) as manchas sangrentas.
d) as manchas purulentas.
11- Ainda no segundo período, às causas físicas do desconforto de Baleia, o texto acrescenta outra: A cachorrinha, por estar doente, vê-se ainda atacada:
a) pelo homem. b) pelo ambiente.
c) por outros cães. d) pelas moscas.
12- Em que parte do corpo da cachorrinha Baleia este outro ataque se concentrava?
a) na boca. b) nas costelas.
c) no focinho. d) na cauda.
13- No último parágrafo, como se o narrador tivesse uma câmara na mão e fosse se aproximando mais de baleia e, consequentemente, restringindo mais e mais nosso campo de visão, a descrição focaliza, com especial ênfase:
a) a cabeça de Baleia. b) as patas de Baleia.
c) o pescoço de Baleia. d) a boca de Baleia.
14- Todas as observações anteriores nos permitem dizer que, neste parágrafo, o movimento poderia ser descrito como conduzindo o leitor:
a) do pormenor para o global. b) da afirmação para a negação.
c) do global para o pormenor. d) da negação para a afirmação.
15- De acordo com a leitura da obra responda:
a) Que importância Baleia tem na obra que Graciliano Ramos dedica-lhe um capítulo?
b) Por que Graciliano não dá nome aos meninos, chama-os de menino mais velho e menino mais novo?
Queridos alunos, ex-alunos, companheiros de trabalho, de estudos e de vida, criei este meio de comunicação para aproximar-me de vocês.
quarta-feira, 19 de outubro de 2011
terça-feira, 18 de outubro de 2011
Proposta de redação 3 E.M. Tableau - Enem 2001
Conter a destruição das florestas se tornou uma
prioridade mundial, e não apenas um problema
brasileiro. (...) Restam hoje, em todo o planeta, apenas
22% da cobertura florestal original. A Europa Ocidental perdeu 99,7% de suas florestas primárias; a Ásia, 94%; a África, 92%; a Oceania, 78%; a América do Norte, 66%; e a América do Sul, 54%. Cerca de 45% das florestas tropicais, que cobriam originalmente 14
milhões de km quadrados (1,4 bilhão de hectares),
desapareceram nas últimas décadas. No caso da
Amazônia Brasileira, o desmatamento da região, que
até 1970 era de apenas 1%, saltou para quase 15% em
1999. Uma área do tamanho da França desmatada em
apenas 30 anos. Chega.
Paulo Adário, Coordenador da Campanha da Amazônia do Greenpeace.
http://greenpeace.terra.com.br
Embora os países do Hemisfério Norte possuam apenas um quinto da população do planeta, eles detêm quatro
quintos dos rendimentos mundiais e consomem 70% da energia, 75% dos metais e 85% da produção de madeira
mundial. (...)
Conta-se que Mahatma Gandhi, ao ser perguntado se, depois da independência, a Índia perseguiria o estilo de vida britânico, teria respondido: "(...) a Grã-Bretanha precisou de metade dos recursos do planeta para alcançar sua prosperidade; quantos planetas não seriam necessários para que um país como a Índia alcançasse o mesmo patamar?"
A sabedoria de Gandhi indicava que os modelos de desenvolvimento precisam mudar.
O planeta é um problema pessoal - Desenvolvimento sustentável. www.wwf.org.br
De uma coisa temos certeza: a terra não pertence ao
homem branco; o homem branco é que pertence à terra.
Disso temos certeza. Todas as coisas estão relacionadas como o sangue que une uma família. Tudo está associado. O que fere a terra, fere também os filhos da terra. O homem não tece a teia da vida; é antes um de seus fios. O que quer que faça a essa teia, faz a si próprio.
Trecho de uma das várias versões de carta atribuída ao chefe Seattle, da tribo Suquamish. A carta teria sido endereçada ao presidente norte-americano, Franklin Pierce, em 1854, a propósito de uma oferta de compra do território da tribo feita pelo governo dos Estados Unidos.
PINSKY, Jaime e outros (Org.). História da América através de textos. 3ª ed. São
Paulo: Contexto, 1991.
Estou indignado com a frase do presidente dos Estados Unidos, George Bush. “Somos os maiores poluidores do
mundo, mas se for preciso poluiremos mais para
evitar uma recessão na economia americana”.
R. K., Ourinhos, SP. (Carta enviada à seção Correio da Revista Galileu. Ano 10, junho de 2001).
Com base na leitura dos quadrinhos e dos textos, redija um texto dissertativo-argumentativo sobre o tema:
Desenvolvimento e preservação ambiental: como conciliar os interesses em conflito?
Ao desenvolver o tema proposto, procure utilizar os conhecimentos adquiridos e as reflexões feitas ao longo de sua formação. Selecione, organize e relacione argumentos, fatos e opiniões para defender o seu ponto de vista, elaborando propostas para a solução do problema discutido em seu texto. Suas propostas devem demonstrar respeito aos direitos
humanos.
Observações:
• Lembre-se de que a situação de produção de seu texto requer o uso da modalidade escrita culta da língua.
• O texto não deve ser escrito em forma de poema (versos) ou narrativa.
• O texto deverá ter no mínimo 15 (quinze) linhas escritas.
• A redação deverá ser apresentada a tinta e desenvolvida na folha própria.
prioridade mundial, e não apenas um problema
brasileiro. (...) Restam hoje, em todo o planeta, apenas
22% da cobertura florestal original. A Europa Ocidental perdeu 99,7% de suas florestas primárias; a Ásia, 94%; a África, 92%; a Oceania, 78%; a América do Norte, 66%; e a América do Sul, 54%. Cerca de 45% das florestas tropicais, que cobriam originalmente 14
milhões de km quadrados (1,4 bilhão de hectares),
desapareceram nas últimas décadas. No caso da
Amazônia Brasileira, o desmatamento da região, que
até 1970 era de apenas 1%, saltou para quase 15% em
1999. Uma área do tamanho da França desmatada em
apenas 30 anos. Chega.
Paulo Adário, Coordenador da Campanha da Amazônia do Greenpeace.
http://greenpeace.terra.com.br
Embora os países do Hemisfério Norte possuam apenas um quinto da população do planeta, eles detêm quatro
quintos dos rendimentos mundiais e consomem 70% da energia, 75% dos metais e 85% da produção de madeira
mundial. (...)
Conta-se que Mahatma Gandhi, ao ser perguntado se, depois da independência, a Índia perseguiria o estilo de vida britânico, teria respondido: "(...) a Grã-Bretanha precisou de metade dos recursos do planeta para alcançar sua prosperidade; quantos planetas não seriam necessários para que um país como a Índia alcançasse o mesmo patamar?"
A sabedoria de Gandhi indicava que os modelos de desenvolvimento precisam mudar.
O planeta é um problema pessoal - Desenvolvimento sustentável. www.wwf.org.br
De uma coisa temos certeza: a terra não pertence ao
homem branco; o homem branco é que pertence à terra.
Disso temos certeza. Todas as coisas estão relacionadas como o sangue que une uma família. Tudo está associado. O que fere a terra, fere também os filhos da terra. O homem não tece a teia da vida; é antes um de seus fios. O que quer que faça a essa teia, faz a si próprio.
Trecho de uma das várias versões de carta atribuída ao chefe Seattle, da tribo Suquamish. A carta teria sido endereçada ao presidente norte-americano, Franklin Pierce, em 1854, a propósito de uma oferta de compra do território da tribo feita pelo governo dos Estados Unidos.
PINSKY, Jaime e outros (Org.). História da América através de textos. 3ª ed. São
Paulo: Contexto, 1991.
Estou indignado com a frase do presidente dos Estados Unidos, George Bush. “Somos os maiores poluidores do
mundo, mas se for preciso poluiremos mais para
evitar uma recessão na economia americana”.
R. K., Ourinhos, SP. (Carta enviada à seção Correio da Revista Galileu. Ano 10, junho de 2001).
Com base na leitura dos quadrinhos e dos textos, redija um texto dissertativo-argumentativo sobre o tema:
Desenvolvimento e preservação ambiental: como conciliar os interesses em conflito?
Ao desenvolver o tema proposto, procure utilizar os conhecimentos adquiridos e as reflexões feitas ao longo de sua formação. Selecione, organize e relacione argumentos, fatos e opiniões para defender o seu ponto de vista, elaborando propostas para a solução do problema discutido em seu texto. Suas propostas devem demonstrar respeito aos direitos
humanos.
Observações:
• Lembre-se de que a situação de produção de seu texto requer o uso da modalidade escrita culta da língua.
• O texto não deve ser escrito em forma de poema (versos) ou narrativa.
• O texto deverá ter no mínimo 15 (quinze) linhas escritas.
• A redação deverá ser apresentada a tinta e desenvolvida na folha própria.
segunda-feira, 10 de outubro de 2011
Proposta de redação para o 3º E.M. - Tableau - 10/10/2011
Enem - 2002
Para que existam hoje os direitos
políticos, o direito de votar e ser vota-
do, de escolher seus governantes e re-
presentantes, a sociedade lutou muito.
www.iarabernardi.gov.br. 01/03/02.
A democracia é subversiva. É subversiva no sentido mais
qual pudessem expressar suas diferenças e conflitos sem radical da palavra.
transformá-los em guerra total, em uso da força e extermínio
recíproco. (...)
A política foi inventada como o modo pelo qual a
sociedade, internamente dividida, discute, delibera e decide em
comum para aprovar ou reiterar ações que dizem respeito a
todos os seus membros.
Marilena Chauí. Convite à filosofia. São Paulo: Ática, 1994.
Em relação à perspectiva política, a razão da preferência
pela democracia reside no fato de ser ela o principal remédio
contra o abuso do poder. Uma das formas (não a única) é o
controle pelo voto popular que o método democrático permite
pôr em prática. Vox populi vox dei.
Norberto Bobbio. Qual socialismo? Discussão de uma alternativa.
Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1983. Texto adaptado.
Se você tem mais de 18 anos, vai ter de votar nas próximas eleições. Se você tem 16 ou 17 anos, pode votar ou não.
O mundo exige dos jovens que se arrisquem. Que alucinem. Que se metam onde não são chamados. Que sejam
encrenqueiros e barulhentos. Que, enfim, exijam o impossível.
Resta construir o mundo do amanhã. Parte desse trabalho é votar. Não só cumprir uma obrigação. Tem de votar
com hormônios, com ambição, com sangue fervendo nas veias. Para impor aos vitoriosos suas exigências – antes e
principalmente depois das eleições.
André Forastieri. Muito além do voto. Época. 6 de maio de 2002. Texto adaptado.
Considerando a foto e os textos apresentados, redija um texto dissertativo-argumentativo sobre o tema O direito de
votar: como fazer dessa conquista um meio para promover as transformações sociais de que o Brasil
necessita?
Ao desenvolver o tema, procure utilizar os conhecimentos adquiridos e as reflexões feitas ao longo de sua formação.
Selecione, organize e relacione argumentos, fatos e opiniões, e elabore propostas para defender seu ponto de vista.
Observações:
• Lembre-se de que a situação de produção de seu texto requer o uso da modalidade escrita culta da língua
portuguesa.
• O texto não deve ser escrito em forma de poema (versos) ou narração.
• O texto deverá ter no mínimo 15 (quinze) linhas escritas.
• A redação deverá ser apresentada a tinta e desenvolvida na folha própria.
• O rascunho poderá ser feito na última página deste Caderno.
Para que existam hoje os direitos
políticos, o direito de votar e ser vota-
do, de escolher seus governantes e re-
presentantes, a sociedade lutou muito.
www.iarabernardi.gov.br. 01/03/02.
A democracia é subversiva. É subversiva no sentido mais
qual pudessem expressar suas diferenças e conflitos sem radical da palavra.
transformá-los em guerra total, em uso da força e extermínio
recíproco. (...)
A política foi inventada como o modo pelo qual a
sociedade, internamente dividida, discute, delibera e decide em
comum para aprovar ou reiterar ações que dizem respeito a
todos os seus membros.
Marilena Chauí. Convite à filosofia. São Paulo: Ática, 1994.
Em relação à perspectiva política, a razão da preferência
pela democracia reside no fato de ser ela o principal remédio
contra o abuso do poder. Uma das formas (não a única) é o
controle pelo voto popular que o método democrático permite
pôr em prática. Vox populi vox dei.
Norberto Bobbio. Qual socialismo? Discussão de uma alternativa.
Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1983. Texto adaptado.
Se você tem mais de 18 anos, vai ter de votar nas próximas eleições. Se você tem 16 ou 17 anos, pode votar ou não.
O mundo exige dos jovens que se arrisquem. Que alucinem. Que se metam onde não são chamados. Que sejam
encrenqueiros e barulhentos. Que, enfim, exijam o impossível.
Resta construir o mundo do amanhã. Parte desse trabalho é votar. Não só cumprir uma obrigação. Tem de votar
com hormônios, com ambição, com sangue fervendo nas veias. Para impor aos vitoriosos suas exigências – antes e
principalmente depois das eleições.
André Forastieri. Muito além do voto. Época. 6 de maio de 2002. Texto adaptado.
Considerando a foto e os textos apresentados, redija um texto dissertativo-argumentativo sobre o tema O direito de
votar: como fazer dessa conquista um meio para promover as transformações sociais de que o Brasil
necessita?
Ao desenvolver o tema, procure utilizar os conhecimentos adquiridos e as reflexões feitas ao longo de sua formação.
Selecione, organize e relacione argumentos, fatos e opiniões, e elabore propostas para defender seu ponto de vista.
Observações:
• Lembre-se de que a situação de produção de seu texto requer o uso da modalidade escrita culta da língua
portuguesa.
• O texto não deve ser escrito em forma de poema (versos) ou narração.
• O texto deverá ter no mínimo 15 (quinze) linhas escritas.
• A redação deverá ser apresentada a tinta e desenvolvida na folha própria.
• O rascunho poderá ser feito na última página deste Caderno.
terça-feira, 27 de setembro de 2011
Proposta de redação para terceiro E.M. - Tableau - 28/09/11
Enem - 2004
Os programas sensacionalistas do rádio e os programas policiais de final da tarde em televisão saciam curiosidades
perversas e até mórbidas tirando sua matéria-prima do drama de cidadãos humildes que aparecem nas delegacias como suspeitos
de pequenos crimes. Ali, são entrevistados por intimidação. As câmeras invadem barracos e cortiços, e gravam sem pedir licença
a estupefação de famílias de baixíssima renda que não sabem direito o que se passa: um parente é suspeito de estupro, ou o
vizinho acaba de ser preso por tráfico, ou o primo morreu no massacre de fim de semana no bar da esquina. A polícia chega
atirando; a mídia chega filmando.
Eugênio Bucci. Sobre ética e imprensa. São Paulo:
Companhia das Letras, 2000.
Quem fiscaliza [a imprensa]? Trata-se de tema complexo porque remete para a questão da responsabilidade não só das
empresas de comunicação como também dos jornalistas. Alguns países, como a Suécia e a Grã-Bretanha, vêm há anos
tentando resolver o problema da responsabilidade do jornalismo por meio de mecanismos que incentivam a auto-regulação da
mídia.
http://www.eticanatv.org.br
Acesso em 30/05/2004.
No Brasil, entre outras organizações, existe o Observatório da Imprensa – entidade civil, não-governamental e não-
partidária –, que pretende acompanhar o desempenho da mídia brasileira. Em sua página eletrônica , lê-se:
Os meios de comunicação de massa são majoritariamente produzidos por empresas privadas cujas decisões atendem
legitimamente aos desígnios de seus acionistas ou representantes. Mas o produto jornalístico é, inquestionavelmente, um
serviço público, com garantias e privilégios específicos previstos na Constituição Federal, o que pressupõe contrapartidas em
deveres e responsabilidades sociais.
http://www.observatorio.ultimosegundo.ig.com.br (adaptado)
Acesso em 30/05/04.
Incisos do Artigo 5º da Constituição Federal de 1988:
IX – é livre a expressão da atividade intelectual, artística, científica e de comunicação, independentemente de censura ou
licença;
X – são invioláveis a intimidade, a vida privada, a honra e a imagem das pessoas, assegurado o direito a indenização pelo dano
material ou moral decorrente de sua violação.
Com base nas idéias presentes nos textos acima, redija uma dissertação em prosa sobre o seguinte tema:
Como garantir a liberdade de informação e evitar abusos nos meios de comunicação?
Ao desenvolver o tema proposto, procure utilizar os conhecimentos adquiridos e as reflexões feitas ao longo
de sua formação. Selecione, organize e relacione argumentos, fatos e opiniões para defender seu ponto de vista e
suas propostas.
Observações:
• Seu texto deve ser escrito na modalidade culta da língua portuguesa.
• O texto não deve ser escrito em forma de poema (versos) ou narração.
• O texto deverá ter no mínimo 15 (quinze) linhas escritas.
• A redação deverá ser apresentada a tinta e desenvolvida na folha própria.
• O rascunho poderá ser feito na última folha deste Caderno.
Os programas sensacionalistas do rádio e os programas policiais de final da tarde em televisão saciam curiosidades
perversas e até mórbidas tirando sua matéria-prima do drama de cidadãos humildes que aparecem nas delegacias como suspeitos
de pequenos crimes. Ali, são entrevistados por intimidação. As câmeras invadem barracos e cortiços, e gravam sem pedir licença
a estupefação de famílias de baixíssima renda que não sabem direito o que se passa: um parente é suspeito de estupro, ou o
vizinho acaba de ser preso por tráfico, ou o primo morreu no massacre de fim de semana no bar da esquina. A polícia chega
atirando; a mídia chega filmando.
Eugênio Bucci. Sobre ética e imprensa. São Paulo:
Companhia das Letras, 2000.
Quem fiscaliza [a imprensa]? Trata-se de tema complexo porque remete para a questão da responsabilidade não só das
empresas de comunicação como também dos jornalistas. Alguns países, como a Suécia e a Grã-Bretanha, vêm há anos
tentando resolver o problema da responsabilidade do jornalismo por meio de mecanismos que incentivam a auto-regulação da
mídia.
http://www.eticanatv.org.br
Acesso em 30/05/2004.
No Brasil, entre outras organizações, existe o Observatório da Imprensa – entidade civil, não-governamental e não-
partidária –, que pretende acompanhar o desempenho da mídia brasileira. Em sua página eletrônica , lê-se:
Os meios de comunicação de massa são majoritariamente produzidos por empresas privadas cujas decisões atendem
legitimamente aos desígnios de seus acionistas ou representantes. Mas o produto jornalístico é, inquestionavelmente, um
serviço público, com garantias e privilégios específicos previstos na Constituição Federal, o que pressupõe contrapartidas em
deveres e responsabilidades sociais.
http://www.observatorio.ultimosegundo.ig.com.br (adaptado)
Acesso em 30/05/04.
Incisos do Artigo 5º da Constituição Federal de 1988:
IX – é livre a expressão da atividade intelectual, artística, científica e de comunicação, independentemente de censura ou
licença;
X – são invioláveis a intimidade, a vida privada, a honra e a imagem das pessoas, assegurado o direito a indenização pelo dano
material ou moral decorrente de sua violação.
Com base nas idéias presentes nos textos acima, redija uma dissertação em prosa sobre o seguinte tema:
Como garantir a liberdade de informação e evitar abusos nos meios de comunicação?
Ao desenvolver o tema proposto, procure utilizar os conhecimentos adquiridos e as reflexões feitas ao longo
de sua formação. Selecione, organize e relacione argumentos, fatos e opiniões para defender seu ponto de vista e
suas propostas.
Observações:
• Seu texto deve ser escrito na modalidade culta da língua portuguesa.
• O texto não deve ser escrito em forma de poema (versos) ou narração.
• O texto deverá ter no mínimo 15 (quinze) linhas escritas.
• A redação deverá ser apresentada a tinta e desenvolvida na folha própria.
• O rascunho poderá ser feito na última folha deste Caderno.
Proposta de redação para o terceiro E.M. - Tableau - 27/09/11
Ita - 2007
INSTRUÇÕES PARA REDAÇÃO
Considere o trabalho de Barbara Kruger, reproduzido abaixo. "CONSUMO LOGO EXISTO"
Identifique seu tema e, sobre ele, redija uma dissertação em prosa, na folha
a ela destinada, argumentando em favor de um ponto de vista sobre o tema. A redação deve ser feita com caneta azul ou preta.
(In: Mais! Folha de S. Paulo, 02/11/2003.)
Na avaliação de sua redação, serão considerados:
a) clareza e consistência dos argumentos em defesa de um
ponto de vista sobre o assunto;
b) coesão e coerência do texto;
c) domínio do português padrão.
Atenção: A Banca Examinadora aceitará qualquer posicionamento
ideológico do candidato.
INSTRUÇÕES PARA REDAÇÃO
Considere o trabalho de Barbara Kruger, reproduzido abaixo. "CONSUMO LOGO EXISTO"
Identifique seu tema e, sobre ele, redija uma dissertação em prosa, na folha
a ela destinada, argumentando em favor de um ponto de vista sobre o tema. A redação deve ser feita com caneta azul ou preta.
(In: Mais! Folha de S. Paulo, 02/11/2003.)
Na avaliação de sua redação, serão considerados:
a) clareza e consistência dos argumentos em defesa de um
ponto de vista sobre o assunto;
b) coesão e coerência do texto;
c) domínio do português padrão.
Atenção: A Banca Examinadora aceitará qualquer posicionamento
ideológico do candidato.
quarta-feira, 21 de setembro de 2011
Proposta de redação para terceiro ano E.M. - Tableau
ENEM 2005
PROPOSTA DE REDAÇÃO
Leia com atenção os seguintes textos:
“A crueldade do trabalho infantil é um pecado social grave em nosso País. A dignidade de milhões de crianças brasileiras está sendo roubada diante do desrespeito aos direitos humanos fundamentais que não lhes são reconhecidos: por culpa do poder público, quando não atua de forma prioritária e efetiva, e por culpa da família e da sociedade, quando se omitem diante do problema ou quando simplesmente o ignoram em decorrência da postura
individualista que caracteriza os regimes sociais e políticos do capitalismo contemporâneo, sem pátria e sem conteúdo ético.”
(Xisto T. de Medeiros Neto. A crueldade do trabalho infantil. Diário de Natal. 21/10/2000.)
“Submetidas aos constrangimentos da miséria e da falta de alternativas de integração social, as famílias optam por preservar a integridade moral dos filhos, incutindo-lhes valores, tais como a dignidade, a honestidade e a honra do trabalhador. Há um investimento no caráter moralizador e disciplinador do trabalho, como tentativa de evitar que os filhos se incorporem aos grupos de jovens marginais e delinqüentes, ameaça que parece estar cada vez mais próxima das portas das casas.”
(Joel B. Marin. O trabalho infantil na agricultura moderna. www.proec.ufg.br.)
“Art. 4o. – É dever da família, da comunidade, da sociedade em geral e do Poder Público assegurar, com absoluta prioridade, a efetivação dos direitos referentes à vida, à saúde, à alimentação, à educação, ao esporte, ao lazer, à profissionalização, à cultura, à dignidade, ao respeito, à liberdade e à convivência familiar e comunitária.”
(Estatuto da Criança e do Adolescente. Lei no 8.069, de 13 de julho de 1990.)
Com base nas idéias presentes nos textos acima, redija uma dissertação sobre o tema:
O trabalho infantil na realidade brasileira.
Ao desenvolver o tema proposto, procure utilizar os conhecimentos adquiridos e as reflexões feitas ao longo de sua formação. Selecione, organize e relacione argumentos, fatos e opiniões para defender seu ponto de vista e suas propostas, sem ferir os direitos humanos.
Observações:
• Seu texto deve ser escrito na modalidade padrão da língua portuguesa.
• O texto não deve ser escrito em forma de poema (versos) ou narração.
• O texto deve ter, no mínimo, 15 (quinze) linhas escritas.
• A redação deve ser desenvolvida na folha própria e apresentada a tinta.
• O rascunho pode ser feito na última folha deste Caderno.
PROPOSTA DE REDAÇÃO
Leia com atenção os seguintes textos:
“A crueldade do trabalho infantil é um pecado social grave em nosso País. A dignidade de milhões de crianças brasileiras está sendo roubada diante do desrespeito aos direitos humanos fundamentais que não lhes são reconhecidos: por culpa do poder público, quando não atua de forma prioritária e efetiva, e por culpa da família e da sociedade, quando se omitem diante do problema ou quando simplesmente o ignoram em decorrência da postura
individualista que caracteriza os regimes sociais e políticos do capitalismo contemporâneo, sem pátria e sem conteúdo ético.”
(Xisto T. de Medeiros Neto. A crueldade do trabalho infantil. Diário de Natal. 21/10/2000.)
“Submetidas aos constrangimentos da miséria e da falta de alternativas de integração social, as famílias optam por preservar a integridade moral dos filhos, incutindo-lhes valores, tais como a dignidade, a honestidade e a honra do trabalhador. Há um investimento no caráter moralizador e disciplinador do trabalho, como tentativa de evitar que os filhos se incorporem aos grupos de jovens marginais e delinqüentes, ameaça que parece estar cada vez mais próxima das portas das casas.”
(Joel B. Marin. O trabalho infantil na agricultura moderna. www.proec.ufg.br.)
“Art. 4o. – É dever da família, da comunidade, da sociedade em geral e do Poder Público assegurar, com absoluta prioridade, a efetivação dos direitos referentes à vida, à saúde, à alimentação, à educação, ao esporte, ao lazer, à profissionalização, à cultura, à dignidade, ao respeito, à liberdade e à convivência familiar e comunitária.”
(Estatuto da Criança e do Adolescente. Lei no 8.069, de 13 de julho de 1990.)
Com base nas idéias presentes nos textos acima, redija uma dissertação sobre o tema:
O trabalho infantil na realidade brasileira.
Ao desenvolver o tema proposto, procure utilizar os conhecimentos adquiridos e as reflexões feitas ao longo de sua formação. Selecione, organize e relacione argumentos, fatos e opiniões para defender seu ponto de vista e suas propostas, sem ferir os direitos humanos.
Observações:
• Seu texto deve ser escrito na modalidade padrão da língua portuguesa.
• O texto não deve ser escrito em forma de poema (versos) ou narração.
• O texto deve ter, no mínimo, 15 (quinze) linhas escritas.
• A redação deve ser desenvolvida na folha própria e apresentada a tinta.
• O rascunho pode ser feito na última folha deste Caderno.
segunda-feira, 19 de setembro de 2011
Proposta de redação para o 3º E.M. - Tableau - 21/09/2011
Olá pessoal, ai está a coletânea de textos que vocêm devem usar para montar a dissertação.
O texto devem conter título e ser elaborado entre 20 e 25 linhas.
Bom trabalho.
Entreguem-no na pasta de tarefa em 22/09.
(Textos recolhidos na internet em versões originais com inadequações gramaticais).
As mídias sociais afastam ou aproximam as pessoas?
Quem nunca conversou com uma pessoa desconhecida através da internet? Ou postou alguma foto em uma galeria do Orkut ou em um mural do Facebook? Essa forma de se comunicar é proporcionada pelas mídias sociais que integram em uma cadeia comunicativa, um grande número de pessoas que compartilham interesses em comum.
Mas será que as mídias sociais aproximam ou afastam as pessoas? Na opinião de inúmeras pessoas, as mídias podem oferecer as duas situações, dependendo do contexto e de como são utilizadas.
“Se eu tenho um filho que está no Japão e se o único meio para ele se comunicar comigo é através da rede social, nesse caso eu meu aproximo do meu filho. Mas se eu faço uma festa e convido várias pessoas pelo Facebook, e de 150 todas dizem que vão ao encontro e apenas 20 aparecem, nesse caso a rede afasta”, explica a publicitária Ingrid Freitas.
Para a psicóloga Michelle Carvalho, as mídias sociais são positivas, mas acabam afastando as pessoas se forem usadas em excesso. “Se a pessoa não tiver uma estrutura emocional acaba adoecendo. Mas as redes são positivas e necessárias desde a formação de um grupo ou de uma discussão”, diz Michele Carvalho.
Entre os pontos negativos, a psicóloga enfatiza ainda as relações familiares. “Há relações em quem mães chamam os seus filhos para almoçar através do celular, não conversam com eles. Isso demostra que as redes acabam aproximando quem está longe e afastando quem está próximo”, frisa Michele Carvalho.
AS REDES SERÃO DURADOURAS?
Segundo Sônia Aguiar, professora de Comunicação Social da Universidade Federal de Sergipe – UFS –, as redes sociais são fomentadas por uma razão de mercado e não por uma motivação sociocultural, por isso que surgem tantas novidades e novas mídias.
A jornalista Jéssica Lieko, usuária assídua das redes sociais, citou a famosa frase, ‘eternas enquanto durem’, para explicar se as redes são efêmeras ou não. “Hoje você não vê quase ninguém usar ou falar do Orkut, como era antes. Já o Facebook veio com outras novidades e facilidades. Não sei se um dia as redes serão eternas. Por enquanto, eu acho que elas são passageiras”, opina Jéssica.
Já a professora Sônia acredita que elas são duradouras. “Como conceito as mídias e as redes sociais são duradouras. Agora as ferramentas são voláteis”, diz Sônia Aguiar.
ATENÇÃO
Há perigo nas redes sociais? Segundo a psicóloga Michele Carvalho, uma menina da Bahia que tinha dificuldade de se relacionar com outras pessoas usou a internet como meio de comunicação, mas ela caiu em uma armadilha. “Ela conseguiu um namorado pela internet, que a elogiava muito. Depois de três meses, do nada, ele começou a dizer que o mundo era melhor se ela não existisse, então, a menina se matou. As investigações revelaram que o suposto namorado era uma vizinha da mesma idade que criou a mentira junto com a mãe”, ressalta Michelle.
Por isso, segundo a psicóloga, é preciso ter limites e os pais devem estar atentos às amizades dos seus filhos. “Infelizmente esses casos ocorrem com frequência. É no nosso Estado não existe delegacia especializada para combater os crimes praticados através da internet”, lamenta a psicóloga.
Esse contexto caiu 'como uma luva' para as considerações de Polyana Bittencourt, professora de Comunicação Social da Universidade Tiradentes - Unit. “É preciso entender o que fazer de positivo com as ferramentas”, salienta a professora.
Tecnologia e Aproximação - As redes sociais afastam ou unem as pessoas?
Começo essa análise partindo do pré suposto de que este tema tem 2 faces bem paradoxas.
Um lado do uso das redes sociais e tecnologia é o afastamentos das pessoas pois os filhos ficam presos ao computadores, televisão, videogames entre outros e perdem o desejo de contado com a família e amigos.
Muitas vezes os jovens preferem conversar com seus colega pelo "msn" a sair, dar uma volta e conversar.
Alguns pais reclamam que seus filhos não comem mais à mesa e estão sempre em frente ao computador ou a televisão e que aquele modelo antigo de "jantar em família" à mesa acabou! Outra face desse tema é a interatividade, network, aquisição de conhecimento e maiores possibilidades.
Através da internet muitos jovens fazem amigos que os ajudam nos estudos, fazem contatos de empregos como o "Linked in", adquirem conhecimentos visitando sites de busca ou fóruns específicos e fazem amigos o que auxilia as
pessoas tímidas e conversarem e soltarem-se mais.
Segue abaixo uma matéria publicada no Site Tcmundo mostrando as diversas opiniões sobre o tema:
Debate: passar muito tempo em frente ao computador afeta os relacionamentos sociais?
Há estudos que afirmam que os computadores acabam com
a vida social dos usuários, outros dizem o contrário. Em que você acredita?
Há muitas informações que acusam os computadores e a internet de retirarem dos usuários a capacidade de viver em sociedade, pois transportam toda a carga emocional que seria utilizada na “vida real” para os relacionamentos virtuais. Mas há fontes que dizem justamente o contrário, que os relacionamentos virtuais contribuem para a formação do cidadão e são um alicerce às relações sociais, não um substituto.
O que diz quem acusa?
Apesar de alguns benefícios que a internet e os jogos de computador proporcionam, uma grande parte da sociedade diz o contrário, que na verdade os computadores fazem com que os usuários abstenham-se da vida em sociedade para se tornarem sujeitos alheios aos outros, tendo apenas relações sociais por meio das máquinas.
Essa corrente nega todos os argumentos dos defensores da internet como ferramenta de interação complementar, colocando em debate uma série de acusações, e todas têm um ponto em comum: afirmam que a internet impede os jovens de desenvolverem sua capacidade de cognição social.
Caro leitor,
Bem sabemos que o século XXI iniciou uma nova era na história: A Era Digital. A exatamente 15 anos atrás, quando ainda era uma criança, para me comunicar com meus parentes que residiam aqui no Nordeste, ou mandávamos carta ou comprávamos uma ficha e ia pro orelhão pra ligar. Telefone residencial naquela época era coisa pra rico, Telefone celular nem se ouvia falar! E Computador então?! Só existia em agências bancárias, ou empresas de grande porte! E ninguém nem sabia o que era uma Lan House ou acesso a internet. Daí o tempo passou e chegamos aos anos 2000, o Brasil que era um país super atrasado em tecnologia, começou a inseri-lá no meio social. As empresas telefônicas que pertenciam ao setor público passou para o privado, e com isso foi surgindo a concorrência e o mercado foi ficando acessível. Hoje em dia, todo mundo tem celular, computador e acesso a internet. Mas até aonde isso é bom?
O acesso a internet e o surgimento de redes sociais passaram a aproximar as pessoas. Hoje em dia é possível conversar com uma pessoa que está do outro lado do mundo através de um vídeo chat, ou encontrar pessoas que há anos você não encontra através de uma rede social. Até ai está ótimo. Mas foi com o surgimento das redes sociais que foram surgindo manifestações até então desconhecidas, como o Bullying, por exemplo, que tem gerado muitas discussões na sociedade. E os atos de terrorismo que começam nas redes sociais? Como esquecer as cenas de horror e tristeza vividas no inicio desse ano na escola de Realengo no Rio de Janeiro? Crianças mortas e outras feridas, vitimas de um louco viciado em internet e que já havia divulgado seu ato, antes mesmo de fazê-lo em uma rede social. Quantas Crianças e adolescentes não já foram vitimas de sequestro e outros tipos de violência por pessoas que conheceram em redes sociais? Pois é, e se pensarmos que isso só acontece nas grandes cidades, é ai que a gente se engana! Pois recentemente em Parnamirim ocorreu um conflito de gangs entre escolas, e esse mesmo conflito já tinha sido divulgado, aonde?! REDES SOCIAIS!
Outro dia li a declaração de uma mãe que dizia: "Depois do surgimento das redes sociais, não temos mais como controlar nossos filhos". Mas e ai? o que podemos fazer para que não aconteça conosco? O que pode ser feio para evitar esses atos? Creio eu que tudo se resolve com um bom diálogo e uma boa educação. Proibir, ou brigar com os filhos por causa disso só faz piorar a situação. Uma boa conversa não machuca ninguém. E se isso não resolver é torcer pra que Deus os proteja e o livre do mal caminho! Por que essa bagunça formada nos meios virtuais, Só Deus sabe onde vai parar!
Meu nome é Marcelly Cristiny, tenho 20 anos e sou estudante de Ciências Contábeis. (carta publicada no jornal Tribuna do Norte em 05/09/2011 -Natal-RN-)
O texto devem conter título e ser elaborado entre 20 e 25 linhas.
Bom trabalho.
Entreguem-no na pasta de tarefa em 22/09.
(Textos recolhidos na internet em versões originais com inadequações gramaticais).
As mídias sociais afastam ou aproximam as pessoas?
Quem nunca conversou com uma pessoa desconhecida através da internet? Ou postou alguma foto em uma galeria do Orkut ou em um mural do Facebook? Essa forma de se comunicar é proporcionada pelas mídias sociais que integram em uma cadeia comunicativa, um grande número de pessoas que compartilham interesses em comum.
Mas será que as mídias sociais aproximam ou afastam as pessoas? Na opinião de inúmeras pessoas, as mídias podem oferecer as duas situações, dependendo do contexto e de como são utilizadas.
“Se eu tenho um filho que está no Japão e se o único meio para ele se comunicar comigo é através da rede social, nesse caso eu meu aproximo do meu filho. Mas se eu faço uma festa e convido várias pessoas pelo Facebook, e de 150 todas dizem que vão ao encontro e apenas 20 aparecem, nesse caso a rede afasta”, explica a publicitária Ingrid Freitas.
Para a psicóloga Michelle Carvalho, as mídias sociais são positivas, mas acabam afastando as pessoas se forem usadas em excesso. “Se a pessoa não tiver uma estrutura emocional acaba adoecendo. Mas as redes são positivas e necessárias desde a formação de um grupo ou de uma discussão”, diz Michele Carvalho.
Entre os pontos negativos, a psicóloga enfatiza ainda as relações familiares. “Há relações em quem mães chamam os seus filhos para almoçar através do celular, não conversam com eles. Isso demostra que as redes acabam aproximando quem está longe e afastando quem está próximo”, frisa Michele Carvalho.
AS REDES SERÃO DURADOURAS?
Segundo Sônia Aguiar, professora de Comunicação Social da Universidade Federal de Sergipe – UFS –, as redes sociais são fomentadas por uma razão de mercado e não por uma motivação sociocultural, por isso que surgem tantas novidades e novas mídias.
A jornalista Jéssica Lieko, usuária assídua das redes sociais, citou a famosa frase, ‘eternas enquanto durem’, para explicar se as redes são efêmeras ou não. “Hoje você não vê quase ninguém usar ou falar do Orkut, como era antes. Já o Facebook veio com outras novidades e facilidades. Não sei se um dia as redes serão eternas. Por enquanto, eu acho que elas são passageiras”, opina Jéssica.
Já a professora Sônia acredita que elas são duradouras. “Como conceito as mídias e as redes sociais são duradouras. Agora as ferramentas são voláteis”, diz Sônia Aguiar.
ATENÇÃO
Há perigo nas redes sociais? Segundo a psicóloga Michele Carvalho, uma menina da Bahia que tinha dificuldade de se relacionar com outras pessoas usou a internet como meio de comunicação, mas ela caiu em uma armadilha. “Ela conseguiu um namorado pela internet, que a elogiava muito. Depois de três meses, do nada, ele começou a dizer que o mundo era melhor se ela não existisse, então, a menina se matou. As investigações revelaram que o suposto namorado era uma vizinha da mesma idade que criou a mentira junto com a mãe”, ressalta Michelle.
Por isso, segundo a psicóloga, é preciso ter limites e os pais devem estar atentos às amizades dos seus filhos. “Infelizmente esses casos ocorrem com frequência. É no nosso Estado não existe delegacia especializada para combater os crimes praticados através da internet”, lamenta a psicóloga.
Esse contexto caiu 'como uma luva' para as considerações de Polyana Bittencourt, professora de Comunicação Social da Universidade Tiradentes - Unit. “É preciso entender o que fazer de positivo com as ferramentas”, salienta a professora.
Tecnologia e Aproximação - As redes sociais afastam ou unem as pessoas?
Começo essa análise partindo do pré suposto de que este tema tem 2 faces bem paradoxas.
Um lado do uso das redes sociais e tecnologia é o afastamentos das pessoas pois os filhos ficam presos ao computadores, televisão, videogames entre outros e perdem o desejo de contado com a família e amigos.
Muitas vezes os jovens preferem conversar com seus colega pelo "msn" a sair, dar uma volta e conversar.
Alguns pais reclamam que seus filhos não comem mais à mesa e estão sempre em frente ao computador ou a televisão e que aquele modelo antigo de "jantar em família" à mesa acabou! Outra face desse tema é a interatividade, network, aquisição de conhecimento e maiores possibilidades.
Através da internet muitos jovens fazem amigos que os ajudam nos estudos, fazem contatos de empregos como o "Linked in", adquirem conhecimentos visitando sites de busca ou fóruns específicos e fazem amigos o que auxilia as
pessoas tímidas e conversarem e soltarem-se mais.
Segue abaixo uma matéria publicada no Site Tcmundo mostrando as diversas opiniões sobre o tema:
Debate: passar muito tempo em frente ao computador afeta os relacionamentos sociais?
Há estudos que afirmam que os computadores acabam com
a vida social dos usuários, outros dizem o contrário. Em que você acredita?
Há muitas informações que acusam os computadores e a internet de retirarem dos usuários a capacidade de viver em sociedade, pois transportam toda a carga emocional que seria utilizada na “vida real” para os relacionamentos virtuais. Mas há fontes que dizem justamente o contrário, que os relacionamentos virtuais contribuem para a formação do cidadão e são um alicerce às relações sociais, não um substituto.
O que diz quem acusa?
Apesar de alguns benefícios que a internet e os jogos de computador proporcionam, uma grande parte da sociedade diz o contrário, que na verdade os computadores fazem com que os usuários abstenham-se da vida em sociedade para se tornarem sujeitos alheios aos outros, tendo apenas relações sociais por meio das máquinas.
Essa corrente nega todos os argumentos dos defensores da internet como ferramenta de interação complementar, colocando em debate uma série de acusações, e todas têm um ponto em comum: afirmam que a internet impede os jovens de desenvolverem sua capacidade de cognição social.
Caro leitor,
Bem sabemos que o século XXI iniciou uma nova era na história: A Era Digital. A exatamente 15 anos atrás, quando ainda era uma criança, para me comunicar com meus parentes que residiam aqui no Nordeste, ou mandávamos carta ou comprávamos uma ficha e ia pro orelhão pra ligar. Telefone residencial naquela época era coisa pra rico, Telefone celular nem se ouvia falar! E Computador então?! Só existia em agências bancárias, ou empresas de grande porte! E ninguém nem sabia o que era uma Lan House ou acesso a internet. Daí o tempo passou e chegamos aos anos 2000, o Brasil que era um país super atrasado em tecnologia, começou a inseri-lá no meio social. As empresas telefônicas que pertenciam ao setor público passou para o privado, e com isso foi surgindo a concorrência e o mercado foi ficando acessível. Hoje em dia, todo mundo tem celular, computador e acesso a internet. Mas até aonde isso é bom?
O acesso a internet e o surgimento de redes sociais passaram a aproximar as pessoas. Hoje em dia é possível conversar com uma pessoa que está do outro lado do mundo através de um vídeo chat, ou encontrar pessoas que há anos você não encontra através de uma rede social. Até ai está ótimo. Mas foi com o surgimento das redes sociais que foram surgindo manifestações até então desconhecidas, como o Bullying, por exemplo, que tem gerado muitas discussões na sociedade. E os atos de terrorismo que começam nas redes sociais? Como esquecer as cenas de horror e tristeza vividas no inicio desse ano na escola de Realengo no Rio de Janeiro? Crianças mortas e outras feridas, vitimas de um louco viciado em internet e que já havia divulgado seu ato, antes mesmo de fazê-lo em uma rede social. Quantas Crianças e adolescentes não já foram vitimas de sequestro e outros tipos de violência por pessoas que conheceram em redes sociais? Pois é, e se pensarmos que isso só acontece nas grandes cidades, é ai que a gente se engana! Pois recentemente em Parnamirim ocorreu um conflito de gangs entre escolas, e esse mesmo conflito já tinha sido divulgado, aonde?! REDES SOCIAIS!
Outro dia li a declaração de uma mãe que dizia: "Depois do surgimento das redes sociais, não temos mais como controlar nossos filhos". Mas e ai? o que podemos fazer para que não aconteça conosco? O que pode ser feio para evitar esses atos? Creio eu que tudo se resolve com um bom diálogo e uma boa educação. Proibir, ou brigar com os filhos por causa disso só faz piorar a situação. Uma boa conversa não machuca ninguém. E se isso não resolver é torcer pra que Deus os proteja e o livre do mal caminho! Por que essa bagunça formada nos meios virtuais, Só Deus sabe onde vai parar!
Meu nome é Marcelly Cristiny, tenho 20 anos e sou estudante de Ciências Contábeis. (carta publicada no jornal Tribuna do Norte em 05/09/2011 -Natal-RN-)
sábado, 9 de abril de 2011
Coletânea de textos para produção de dissertação para o terceiro ano - Tableau
Escrever é um ato que exige empenho...
Muitas pessoas acreditam que aqueles que redigem com desenvoltura executam essa tarefa como quem respira, sem a menor dificuldade, sem o menor esforço. Não é assim. Escrever é uma das técnicas mais complexas que o ser humano pode realizar. Faz rigorosas exigências à memória e ao raciocínio.
A habilidade mental é imprescindível para que todos os aspectos envolvidos na escrita sejam bem articulados, coordenados, harmonizados de forma que o texto seja bem-sucedido.
Conhecimentos de natureza diversa são acessados para que o texto tome forma. É necessário que o redator utilize simultaneamente seus conhecimentos relativos ao assunto que quer tratar, ao gênero adequado, à situação em que o texto é produzido, aos possíveis leitores, à língua e suas possibilidades estilísticas.
Portanto, escrever não é fácil e, principalmente escrever é incompatível com a preguiça.
A tarefa pode ir ficando paulatinamente mais fácil para profissionais que escrevem muito, todos os dias, mas mesmo esses testemunham que escrever é um trabalho exigente, cansativo e, muitas vezes, frustrante. Sempre queremos um texto ainda melhor do que o que chegamos a produzir e poucas vezes conseguimos manter a linguagem escrita todas as sutilezas da percepção original acerca de um fato ou um pensamento. O que admiramos na literatura é justamente essa especificidade, essa possibilidade de expandir pela palavra escrita emoções, pensamentos, sensações, significados, que nós, leigos, não conseguimos traduzir com propriedade.
GARCEZ, Lucília H. do Carmo. Técnica de redação – o que é preciso saber para bem escrever. São
Paulo: Martins Fontes, 2001 (Fragmento)
" (...)
Porque o escrever - tanta perícia,
Tanta requer,
Que ofício tal...nem há notícia
De outro qualquer"
Olavo Bilac
Muitas pessoas acreditam que aqueles que redigem com desenvoltura executam essa tarefa como quem respira, sem a menor dificuldade, sem o menor esforço. Não é assim. Escrever é uma das técnicas mais complexas que o ser humano pode realizar. Faz rigorosas exigências à memória e ao raciocínio.
A habilidade mental é imprescindível para que todos os aspectos envolvidos na escrita sejam bem articulados, coordenados, harmonizados de forma que o texto seja bem-sucedido.
Conhecimentos de natureza diversa são acessados para que o texto tome forma. É necessário que o redator utilize simultaneamente seus conhecimentos relativos ao assunto que quer tratar, ao gênero adequado, à situação em que o texto é produzido, aos possíveis leitores, à língua e suas possibilidades estilísticas.
Portanto, escrever não é fácil e, principalmente escrever é incompatível com a preguiça.
A tarefa pode ir ficando paulatinamente mais fácil para profissionais que escrevem muito, todos os dias, mas mesmo esses testemunham que escrever é um trabalho exigente, cansativo e, muitas vezes, frustrante. Sempre queremos um texto ainda melhor do que o que chegamos a produzir e poucas vezes conseguimos manter a linguagem escrita todas as sutilezas da percepção original acerca de um fato ou um pensamento. O que admiramos na literatura é justamente essa especificidade, essa possibilidade de expandir pela palavra escrita emoções, pensamentos, sensações, significados, que nós, leigos, não conseguimos traduzir com propriedade.
GARCEZ, Lucília H. do Carmo. Técnica de redação – o que é preciso saber para bem escrever. São
Paulo: Martins Fontes, 2001 (Fragmento)
" (...)
Porque o escrever - tanta perícia,
Tanta requer,
Que ofício tal...nem há notícia
De outro qualquer"
Olavo Bilac
segunda-feira, 4 de abril de 2011
Singelo e verdadeiro como tudo de Quintana...
Quisera todos nós pudéssemos ter sabedoria para perceber tudo.
Infelizmente, somos falhos e imaturos humanos e, como tal, a imperfeição é nossa maior... virtude... ou seria nossa perfeita desvirtude...
Não faz tanta diferença, pois o que fica é apenas a finitude do tempo que se esvai sem que nada façamos.
Por isso, queridos... percebam...
(EU mesma)
Analisem...
Infelizmente, somos falhos e imaturos humanos e, como tal, a imperfeição é nossa maior... virtude... ou seria nossa perfeita desvirtude...
Não faz tanta diferença, pois o que fica é apenas a finitude do tempo que se esvai sem que nada façamos.
Por isso, queridos... percebam...
(EU mesma)
Analisem...
Tarefa para os alunos dos segundos e terceiros anos do Tableau 1 e Tableau 2
- QUESTÕES SOBRE A CIDADE E AS SERRAS -
1. (UNICENTRO) A única passagem que NÃO encontra apoio em A Cidade e as Serras, de Eça de Queirós, é
A) Em A Cidade e as Serras, José Fernandes, de rica família proveniente da serrana de Tormes , em Portugal, narra a história de Jacinto de Tormes, seu amigo também fidalgo, embora nascido e criado em Paris.
B) A Cidade e as Serras explora uma grave tese sociológica: ser-nos preferível viver e proliferar pacificamente nas aldeias a naufragar no estéril tumulto das cidades.
C) Para Jacinto, Portugal estava associado à infelicidade, enquanto Paris associava-se à felicidade; ao longo do romance, contudo, essa opinião se modifica.
D) No romance dois ambientes distintos são enfocados ao longo das duas partes em que o livro pode ser dividido: a civilização e a natureza.
E) Já avançado em idade, Jacinto se aborrece com as serras e tenciona reviver as orgias parisienses, mas faltam-lhe, agora, saúde e riqueza.
2. (FUVEST) O romance A Cidade e as Serras, de Eça de Queirós, publicado em 1901, é desenvolvimento de um conto chamado “Civilização”. Do romance como um todo pode afirmar-se que:
A) apresenta um narrador que se recorda de uma viagem que fizera havia algum tempo ao Oriente Médio, à Terra Santa, de onde deveria trazer uma relíquia para uma tia velha, beata e rica.
B) caracteriza uma narrativa em que se analisam os mecanismos do casamento e o comportamento da pequena burguesia da cidade de Lisboa.
C) apresenta uma personagem que detesta inicialmente a vida do campo, aderindo ao desenvolvimento tecnológico da cidade, mas que ao final regressa à vida campesina e a transforma com a aplicação de seus conhecimentos técnicos e científicos.
D) revela narrativa cujo enredo envolve a vida devota da província e o celibato clerical e caracteriza a situação de decadência e alienação de Leiria, tomando-a como espelho da marginalização de todo o país com relação ao contexto europeu.
E) se desenvolve em duas linhas de ação: uma marcada por amores incestuosos; outra voltada para a análise da vida da alta burguesia lisboeta.
3. (FUVEST)
Já a tarde caía quando recolhemos muito lentamente. E toda essa adorável paz do céu, realmente celestial, e dos campos, onde cada folhinha conservava uma quietação contemplativa, na luz docemente desmaiada, pousando sobre as coisas com um liso e leve afago, penetrava tão profundamente Jacinto, que eu o senti, no silêncio em que caíramos, suspirar de puro alívio.
Depois, muito gravemente:
Tu dizes que na Natureza não há pensamento...
Outra vez! Olha que maçada! Eu...
Mas é por estar nela suprimido o pensamento que lhe está poupado o sofrimento! Nós, desgraçados, não podemos suprimir o pensamento, mas certamente o podemos disciplinar e impedir que ele se estonteie e se esfalfe, como na fornalha das cidades, ideando gozos que nunca se realizam, aspirando a certezas que nunca se atingem!... E é o que aconselham estas colinas e estas árvores à nossa alma, que vela e se agita que viva na paz de um sonho vago e nada apeteça, nada tema, contra nada se insurja, e deixe o mundo rolar, não esperando dele senão um rumor de harmonia, que a embale e lhe favoreça o dormir dentro da mão de Deus. Hem, não te parece, Zé Fernandes?
Talvez. Mas é necessário então viver num mosteiro, com o temperamento de S. Bruno, ou ter cento e quarenta contos de renda e o desplante de certos Jacintos...
Eça de Queirós, A cidade e as serras.
Considerado no contexto de A cidade e as serras, o diálogo presente no excerto revela que, nesse romance de Eça de Queirós, o elogio da natureza e da vida rural:
a) indica que o escritor, em sua última fase, abandonara o Realismo em favor do Naturalismo, privilegiando, de certo modo, a observação da natureza em detrimento da crítica social.
b) demonstra que a consciência ecológica do escritor já era desenvolvida o bastante para fazê-lo rejeitar, ao longo de toda a narrativa, as intervenções humanas no meio natural.
c) guarda aspectos conservadores, predominantemente voltados para a estabilidade social, embora o escritor mantenha, em certa medida, a prática da ironia que o caracteriza.
d) serve de pretexto para que o escritor critique, sob certos aspectos, os efeitos da revolução industrial e da urbanização acelerada que se haviam processado em Portugal nos primeiros anos do Século XIX.
e) veicula uma sátira radical da religião, embora o escritor simule conservar, até certo ponto, a veneração pela Igreja Católica que manifestara em seus primeiros romances.
1. (UNICENTRO) A única passagem que NÃO encontra apoio em A Cidade e as Serras, de Eça de Queirós, é
A) Em A Cidade e as Serras, José Fernandes, de rica família proveniente da serrana de Tormes , em Portugal, narra a história de Jacinto de Tormes, seu amigo também fidalgo, embora nascido e criado em Paris.
B) A Cidade e as Serras explora uma grave tese sociológica: ser-nos preferível viver e proliferar pacificamente nas aldeias a naufragar no estéril tumulto das cidades.
C) Para Jacinto, Portugal estava associado à infelicidade, enquanto Paris associava-se à felicidade; ao longo do romance, contudo, essa opinião se modifica.
D) No romance dois ambientes distintos são enfocados ao longo das duas partes em que o livro pode ser dividido: a civilização e a natureza.
E) Já avançado em idade, Jacinto se aborrece com as serras e tenciona reviver as orgias parisienses, mas faltam-lhe, agora, saúde e riqueza.
2. (FUVEST) O romance A Cidade e as Serras, de Eça de Queirós, publicado em 1901, é desenvolvimento de um conto chamado “Civilização”. Do romance como um todo pode afirmar-se que:
A) apresenta um narrador que se recorda de uma viagem que fizera havia algum tempo ao Oriente Médio, à Terra Santa, de onde deveria trazer uma relíquia para uma tia velha, beata e rica.
B) caracteriza uma narrativa em que se analisam os mecanismos do casamento e o comportamento da pequena burguesia da cidade de Lisboa.
C) apresenta uma personagem que detesta inicialmente a vida do campo, aderindo ao desenvolvimento tecnológico da cidade, mas que ao final regressa à vida campesina e a transforma com a aplicação de seus conhecimentos técnicos e científicos.
D) revela narrativa cujo enredo envolve a vida devota da província e o celibato clerical e caracteriza a situação de decadência e alienação de Leiria, tomando-a como espelho da marginalização de todo o país com relação ao contexto europeu.
E) se desenvolve em duas linhas de ação: uma marcada por amores incestuosos; outra voltada para a análise da vida da alta burguesia lisboeta.
3. (FUVEST)
Já a tarde caía quando recolhemos muito lentamente. E toda essa adorável paz do céu, realmente celestial, e dos campos, onde cada folhinha conservava uma quietação contemplativa, na luz docemente desmaiada, pousando sobre as coisas com um liso e leve afago, penetrava tão profundamente Jacinto, que eu o senti, no silêncio em que caíramos, suspirar de puro alívio.
Depois, muito gravemente:
Tu dizes que na Natureza não há pensamento...
Outra vez! Olha que maçada! Eu...
Mas é por estar nela suprimido o pensamento que lhe está poupado o sofrimento! Nós, desgraçados, não podemos suprimir o pensamento, mas certamente o podemos disciplinar e impedir que ele se estonteie e se esfalfe, como na fornalha das cidades, ideando gozos que nunca se realizam, aspirando a certezas que nunca se atingem!... E é o que aconselham estas colinas e estas árvores à nossa alma, que vela e se agita que viva na paz de um sonho vago e nada apeteça, nada tema, contra nada se insurja, e deixe o mundo rolar, não esperando dele senão um rumor de harmonia, que a embale e lhe favoreça o dormir dentro da mão de Deus. Hem, não te parece, Zé Fernandes?
Talvez. Mas é necessário então viver num mosteiro, com o temperamento de S. Bruno, ou ter cento e quarenta contos de renda e o desplante de certos Jacintos...
Eça de Queirós, A cidade e as serras.
Considerado no contexto de A cidade e as serras, o diálogo presente no excerto revela que, nesse romance de Eça de Queirós, o elogio da natureza e da vida rural:
a) indica que o escritor, em sua última fase, abandonara o Realismo em favor do Naturalismo, privilegiando, de certo modo, a observação da natureza em detrimento da crítica social.
b) demonstra que a consciência ecológica do escritor já era desenvolvida o bastante para fazê-lo rejeitar, ao longo de toda a narrativa, as intervenções humanas no meio natural.
c) guarda aspectos conservadores, predominantemente voltados para a estabilidade social, embora o escritor mantenha, em certa medida, a prática da ironia que o caracteriza.
d) serve de pretexto para que o escritor critique, sob certos aspectos, os efeitos da revolução industrial e da urbanização acelerada que se haviam processado em Portugal nos primeiros anos do Século XIX.
e) veicula uma sátira radical da religião, embora o escritor simule conservar, até certo ponto, a veneração pela Igreja Católica que manifestara em seus primeiros romances.
domingo, 3 de abril de 2011
Questões sobre Iracema para o primeiro E.M. Tableau 1 e Tableau 2.
Olá pessoal, tudo bem?
Depois do que conversamos em sala, acerca da ora Iracema analisem as duas questões abaixo e respondam-nas em seus:
- formulários de tarefas, para entrega na portaria em 05 de abril (para os alunos do Tableau 1);
- cadernos (para os alunos do Tableau 2).
1 – (UNICAMP/1987) O relacionamento amoroso de Iracema e Martim pode significar mais do que aparenta; pode ser visto, do início ao fim, como representativo do processo de conquista e de colonização do Brasil. Como o romance Iracema representa esse processo?
2 – (FUVEST/1990 – 2º. Vestibular) Em Iracema, Alencar procura aproveitar na linguagem elementos da cultura indígena para melhor exprimir a idéia de um mundo primitivo. Um desses elementos é o modo de medir a passagem do tempo. Como faz o romancista para marcar a passagem do tempo?
quinta-feira, 31 de março de 2011
Tarefa para as três salas do Ensino Médio-Tableau1 - 01 de abril - Para entregar dia 04 de abril
UFPR - 2008
Faça um resumo, de até 10 linhas, do texto abaixo.
Compro, logo existo
Templo de culto à mercadoria, o modelo do shopping center, como o conhecemos hoje, nasceu nos Estados Unidos na
década de 1950. São espaços privados, objetivamente planejados para a supremacia da ação de comprar. O que se compra nesses
centros, contudo, é muito mais do que mercadoria, serviços, alimentação e lazer. Compra-se distinção social, sensação de segurança
e ilusão de felicidade e liberdade.
O shopping center é um centro de comércio que se completa com alimentação (normalmente do tipo fast food), serviços
(bancos, cabeleireiros, correios, academias de ginástica, consultórios médicos, escolas) e lazer (jogos eletrônicos, cinema, Internet).
Ali o consumidor de mercadorias se mistura com o consumidor de serviços e de diversão, sentindo-se protegido e moderno. Fugindo
de aspectos negativos dos centros das cidades e da busca conjunta de soluções para eles, os shopping centers vendem a imagem de
serem locais com uma melhor “qualidade de vida” por possuírem ruas cobertas, iluminadas, limpas e seguras: praças, fontes,
boulevares recriados; cinemas e atrações prontas e relativamente fáceis de serem adquiridas – ao menos para os que podem pagar.
É como se o “mundo de fora”, a vida real, não lhes dissesse respeito...
O que essa catedral das mercadorias pretende é criar um espaço urbano ideal, concentrando várias opções de consumo e
consagrando-se como “ponto de encontro” para uma população seleta de seres “semiformados”, incompletos, que aceitam fenômenos
historicamente construídos como se fizessem parte do curso da natureza. O imaginário que se impõe é o da plenitude da vida pelo
consumo. Nesses espaços, podemos ocupar-nos apenas dos nossos desejos – aguçados com as inúmeras possibilidades disponíveis
de aquisição. Prevalece a idéia do “compro, logo existo”.
Concluímos que esse mundo de sonhos que é o shopping center acaba reforçando nas pessoas uma visão individualista da
vida, onde os valores propagados são todos relacionados às necessidades e aos desejos individuais – “eu quero, eu posso, eu
compro”. Assim, colabora para uma deterioração do ser social e o retardamento do projeto de emancipação de seres mais
conscientes, autônomos, prontos para a sociabilidade coletiva – que exige a capacidade da troca desinteressada, da tolerância, da
relação verdadeiramente humana entre o eu e o outro, entre iguais e entre diferentes. Compreendemos que um ser social emancipado
identifica as necessidades individuais com as da coletividade, sem colocá-las em campos opostos.
O shopping center híbrido representa hoje o principal lugar da “sociedade de consumo”, contribuindo para a sacralização do
modo de vida consumista e alienado, um modo de vida em que há uma evidente predominância de símbolos como status, poder,
distinção, jovialidade, virilidade etc. sobre a utilidade das mercadorias. O que se pode concluir é que o sucesso da fórmula atual do
shopping center híbrido como lugar privilegiado para a realização da lógica consumista traz consigo o fracasso da plenitude do ser
social, distanciando-o de qualquer projeto de emancipação e de humanização do ser humano. Como diz o poeta Carlos Drummond de
Andrade [1902–1987] no poema Eu, etiqueta: “Já não me convém o título de homem./ Meu nome novo é coisa./ Eu sou a coisa,
coisamente.”
(Adaptado de PADILHA, Valquíria. A sociologia vai ao shopping center. Ciência Hoje, mai. 2007, p. 30–35.)
Faça um resumo, de até 10 linhas, do texto abaixo.
Compro, logo existo
Templo de culto à mercadoria, o modelo do shopping center, como o conhecemos hoje, nasceu nos Estados Unidos na
década de 1950. São espaços privados, objetivamente planejados para a supremacia da ação de comprar. O que se compra nesses
centros, contudo, é muito mais do que mercadoria, serviços, alimentação e lazer. Compra-se distinção social, sensação de segurança
e ilusão de felicidade e liberdade.
O shopping center é um centro de comércio que se completa com alimentação (normalmente do tipo fast food), serviços
(bancos, cabeleireiros, correios, academias de ginástica, consultórios médicos, escolas) e lazer (jogos eletrônicos, cinema, Internet).
Ali o consumidor de mercadorias se mistura com o consumidor de serviços e de diversão, sentindo-se protegido e moderno. Fugindo
de aspectos negativos dos centros das cidades e da busca conjunta de soluções para eles, os shopping centers vendem a imagem de
serem locais com uma melhor “qualidade de vida” por possuírem ruas cobertas, iluminadas, limpas e seguras: praças, fontes,
boulevares recriados; cinemas e atrações prontas e relativamente fáceis de serem adquiridas – ao menos para os que podem pagar.
É como se o “mundo de fora”, a vida real, não lhes dissesse respeito...
O que essa catedral das mercadorias pretende é criar um espaço urbano ideal, concentrando várias opções de consumo e
consagrando-se como “ponto de encontro” para uma população seleta de seres “semiformados”, incompletos, que aceitam fenômenos
historicamente construídos como se fizessem parte do curso da natureza. O imaginário que se impõe é o da plenitude da vida pelo
consumo. Nesses espaços, podemos ocupar-nos apenas dos nossos desejos – aguçados com as inúmeras possibilidades disponíveis
de aquisição. Prevalece a idéia do “compro, logo existo”.
Concluímos que esse mundo de sonhos que é o shopping center acaba reforçando nas pessoas uma visão individualista da
vida, onde os valores propagados são todos relacionados às necessidades e aos desejos individuais – “eu quero, eu posso, eu
compro”. Assim, colabora para uma deterioração do ser social e o retardamento do projeto de emancipação de seres mais
conscientes, autônomos, prontos para a sociabilidade coletiva – que exige a capacidade da troca desinteressada, da tolerância, da
relação verdadeiramente humana entre o eu e o outro, entre iguais e entre diferentes. Compreendemos que um ser social emancipado
identifica as necessidades individuais com as da coletividade, sem colocá-las em campos opostos.
O shopping center híbrido representa hoje o principal lugar da “sociedade de consumo”, contribuindo para a sacralização do
modo de vida consumista e alienado, um modo de vida em que há uma evidente predominância de símbolos como status, poder,
distinção, jovialidade, virilidade etc. sobre a utilidade das mercadorias. O que se pode concluir é que o sucesso da fórmula atual do
shopping center híbrido como lugar privilegiado para a realização da lógica consumista traz consigo o fracasso da plenitude do ser
social, distanciando-o de qualquer projeto de emancipação e de humanização do ser humano. Como diz o poeta Carlos Drummond de
Andrade [1902–1987] no poema Eu, etiqueta: “Já não me convém o título de homem./ Meu nome novo é coisa./ Eu sou a coisa,
coisamente.”
(Adaptado de PADILHA, Valquíria. A sociologia vai ao shopping center. Ciência Hoje, mai. 2007, p. 30–35.)
sábado, 26 de março de 2011
Assunto geral - Pré-Modernismo. Tarefa sobre Triste fim de Policarpo Quaresma para o segundo ano do Ensino Médio do Tableau.
Excerto de Triste fim de Policarpo Quaresma – Lima Barreto
[...]
Por que estava preso? Ao certo não sabia; o oficial que o conduzira, nada lhe quisera dizer; e, desde que saíra da ilha das Enxadas para a das Cobras, não trocara palavra com ninguém, não vira nenhum conhecido no caminho, nem o próprio Ricardo que lhe podia, com um olhar, com um
gesto, trazer sossego às suas dúvidas. Entretanto, ele atribuía a prisão à carta que escrevera ao presidente, protestando contra a cena que presen- ciara na véspera.
Não se pudera conter. Aquela leva de desgraçados a sair assim, a deso- ras, escolhidos a esmo, para uma carniçaria distante, falara fundo a todos os seus sentimentos; pusera diante dos seus olhos todos os seus princípios morais; desafiara a sua coragem moral e a sua solidariedade humana; e ele escrevera a carta com veemência, com paixão, indignado. Nada omitiu do seu pensamento; falou claro, franca e nitidamente.
Devia ser por isso que ele estava ali naquela masmorra, engaiolado, trancafiado, isolado dos seus semelhantes como uma fera, como um crimi- noso, sepultado na treva, sofrendo umidade, misturado com os seus detri- tos, quase sem comer... Como acabarei? Como acabarei? E a pergunta
lhe vinha, no meio da revoada de pensamentos que aquela angústia provocava pensar. Não havia base para qualquer hipótese. Era de conduta tão irregular e incerta o Governo que tudo ele podia esperar: a liberdade ou a morte, mais esta que aquela.
O tempo estava de morte, de carnificina; todos tinham sede de matar, para afirmar mais a vitória e senti-la bem na consciência coisa sua, própria, e altamente honrosa.
Iria morrer, quem sabe se naquela noite mesmo? E que tinha ele feito de sua vida? Nada. Levara toda ela atrás da miragem de estudar a pátria, por amá-la e querê-la muito, no intuito decontribuir para a sua felicidade e prosperidade. Gastara a sua mocidade nisso, a sua virilidade também; e, agora que estava na velhice, como ela o recompensava, como ela o premiava, como ela o condecorava? Matando-o. E o que não deixara de ver, de gozar, de fruir, na sua vida? Tudo. Não brincara, não pandegara, não amara — todo esse lado da existência que parece fugir um pouco à
sua tristeza necessária, ele não vira, ele não provara, ele não expe- rimentara.
Desde dezoito anos que o tal patriotismo lhe absorvia e por ele fizera a tolice de estudar inutilidades. Que lhe importavam os rios? Eram gran- des? Pois que fossem... Em que lhe contribuiria para a felicidade saber o nome dos heróis do Brasil? Em nada... O importante é que ele tivesse sido feliz. Foi? Não. Lembrou-se das suas coisas de tupi, do folklore, das suas tentativas agrícolas... Restava disso tudo em sua alma uma satisfação? Nenhuma! Nenhuma!
O tupi encontrou a incredulidade geral, o riso, a mofa, o escárnio; e levou-o à loucura. Uma decepção. E a agricultura? Nada. As terras não eram ferazes e ela não era fácil como diziam os livros. Outra decepção. E, quando o seu patriotismo se fizera combatente, o que achara? Decepções.
Onde estava a doçura de nossa gente? Pois ele não a viu combater como feras? Pois não a via matar prisioneiros, inúmeros? Outra decepção. A sua vida era uma decepção, uma série, melhor, um encadeamento de decepções.
A pátria que quisera ter era um mito; era um fantasma criado por ele no silêncio do seu gabinete. [...]
Leiam e respondam as questões sobre o texto. Entregar a atividade na portaria na hora da entrada.
1 – Segundo o texto, qual a principal característica do protagonista – Policarpo Quaresma – ao longo da vida?
2- Comente, a partir do texto e das informações de que você dispõe, por que Policarpo Quaresma é considerado personagem quixotesco.
[...]
Por que estava preso? Ao certo não sabia; o oficial que o conduzira, nada lhe quisera dizer; e, desde que saíra da ilha das Enxadas para a das Cobras, não trocara palavra com ninguém, não vira nenhum conhecido no caminho, nem o próprio Ricardo que lhe podia, com um olhar, com um
gesto, trazer sossego às suas dúvidas. Entretanto, ele atribuía a prisão à carta que escrevera ao presidente, protestando contra a cena que presen- ciara na véspera.
Não se pudera conter. Aquela leva de desgraçados a sair assim, a deso- ras, escolhidos a esmo, para uma carniçaria distante, falara fundo a todos os seus sentimentos; pusera diante dos seus olhos todos os seus princípios morais; desafiara a sua coragem moral e a sua solidariedade humana; e ele escrevera a carta com veemência, com paixão, indignado. Nada omitiu do seu pensamento; falou claro, franca e nitidamente.
Devia ser por isso que ele estava ali naquela masmorra, engaiolado, trancafiado, isolado dos seus semelhantes como uma fera, como um crimi- noso, sepultado na treva, sofrendo umidade, misturado com os seus detri- tos, quase sem comer... Como acabarei? Como acabarei? E a pergunta
lhe vinha, no meio da revoada de pensamentos que aquela angústia provocava pensar. Não havia base para qualquer hipótese. Era de conduta tão irregular e incerta o Governo que tudo ele podia esperar: a liberdade ou a morte, mais esta que aquela.
O tempo estava de morte, de carnificina; todos tinham sede de matar, para afirmar mais a vitória e senti-la bem na consciência coisa sua, própria, e altamente honrosa.
Iria morrer, quem sabe se naquela noite mesmo? E que tinha ele feito de sua vida? Nada. Levara toda ela atrás da miragem de estudar a pátria, por amá-la e querê-la muito, no intuito decontribuir para a sua felicidade e prosperidade. Gastara a sua mocidade nisso, a sua virilidade também; e, agora que estava na velhice, como ela o recompensava, como ela o premiava, como ela o condecorava? Matando-o. E o que não deixara de ver, de gozar, de fruir, na sua vida? Tudo. Não brincara, não pandegara, não amara — todo esse lado da existência que parece fugir um pouco à
sua tristeza necessária, ele não vira, ele não provara, ele não expe- rimentara.
Desde dezoito anos que o tal patriotismo lhe absorvia e por ele fizera a tolice de estudar inutilidades. Que lhe importavam os rios? Eram gran- des? Pois que fossem... Em que lhe contribuiria para a felicidade saber o nome dos heróis do Brasil? Em nada... O importante é que ele tivesse sido feliz. Foi? Não. Lembrou-se das suas coisas de tupi, do folklore, das suas tentativas agrícolas... Restava disso tudo em sua alma uma satisfação? Nenhuma! Nenhuma!
O tupi encontrou a incredulidade geral, o riso, a mofa, o escárnio; e levou-o à loucura. Uma decepção. E a agricultura? Nada. As terras não eram ferazes e ela não era fácil como diziam os livros. Outra decepção. E, quando o seu patriotismo se fizera combatente, o que achara? Decepções.
Onde estava a doçura de nossa gente? Pois ele não a viu combater como feras? Pois não a via matar prisioneiros, inúmeros? Outra decepção. A sua vida era uma decepção, uma série, melhor, um encadeamento de decepções.
A pátria que quisera ter era um mito; era um fantasma criado por ele no silêncio do seu gabinete. [...]
Leiam e respondam as questões sobre o texto. Entregar a atividade na portaria na hora da entrada.
1 – Segundo o texto, qual a principal característica do protagonista – Policarpo Quaresma – ao longo da vida?
2- Comente, a partir do texto e das informações de que você dispõe, por que Policarpo Quaresma é considerado personagem quixotesco.
sexta-feira, 25 de março de 2011
O avesso de Rachel de Queiroz. A princípio, ela vai para os fofíssimos do nono ano do Tableau, mas também para todos que gostarem de ler boas notas reflexivas.
O AVESSO
“Quanto mais brilhante e escorreita a face do direito, mais a face do avesso encobre as dificuldades, os arremates feios, os remendos” - Rachel de Queiroz
A vida como ela é uma imagem refletida no espelho! O que vemos está ao contrário do real. O mesmo acontece no mundo espiritual. O que os nossos sentidos percebem são traduzidos de forma invertida pela nossa mente. Sendo assim, a vida é uma grande ilusão de formas, um grande sonho! Sonhos e formas necessários aos propósitos divinos.
Somos escravos da nossa subjetividade, que se mostra predominante sobre o real; do colorido das nossas falsas idéias; das manifestações múltiplas. Somos prisioneiros do pensamento seletivo e preconceituoso e escravos do nosso inconsciente, o qual foi codificado pôr sugestões dúbias. Este mesmo inconsciente é que nos determinas a direção, nos fazendo crer que os nossos pensamentos, pôr estarem em nossa mente, são verdades definitivas, daí o choque com a liberdade de outro.
A nossa liberdade termina onde inicia a liberdade do nosso semelhante, feito pôr Deus, assim como nós, à sua imagem e semelhança.
O que cultivamos é a ótica do vício, o qual nos faz instrumento de tropeço do nosso semelhante. Quando na nossa família há um criminoso, dizemos que o mesmo é romântico, um aventureiro; não consideramos as suas vítimas e nem o prejuízo que as mesmas tiveram. A exclusividade é uma lesão comum a todos nós. A afirmação é enganosa e tida como verdadeira, pôr ser difícil contestá-la.
Nesta temática, a nossa alma é um instrumento da evolução, entretanto predominantemente negativa. Somos um instrumento inverso!
Toda a pureza da filosofia platônica nos conduz a uma reflexão: O dever é superior ao poder e ao querer. Toda vez que a alma busca a razão, assim o faz porque foi ferida. Sendo assim, é o ódio que nos impulsiona na busca.
O poeta Carlos Drumonnd nos adverte que: pôr que há sempre uma porção de dinamite esperando estourar dentro de nossa pobre alma urbana e civilizada.
Sem o exercício espiritual da renúncia e da compaixão, jamais compreenderemos o nosso ego como instrumento da evolução.
Obs.- Meus queridos, imprimam o texto, colem no caderno e fazem um comentário crítico sobre o assunto do mesmo. Um beijo e bom final de semana.
“Quanto mais brilhante e escorreita a face do direito, mais a face do avesso encobre as dificuldades, os arremates feios, os remendos” - Rachel de Queiroz
A vida como ela é uma imagem refletida no espelho! O que vemos está ao contrário do real. O mesmo acontece no mundo espiritual. O que os nossos sentidos percebem são traduzidos de forma invertida pela nossa mente. Sendo assim, a vida é uma grande ilusão de formas, um grande sonho! Sonhos e formas necessários aos propósitos divinos.
Somos escravos da nossa subjetividade, que se mostra predominante sobre o real; do colorido das nossas falsas idéias; das manifestações múltiplas. Somos prisioneiros do pensamento seletivo e preconceituoso e escravos do nosso inconsciente, o qual foi codificado pôr sugestões dúbias. Este mesmo inconsciente é que nos determinas a direção, nos fazendo crer que os nossos pensamentos, pôr estarem em nossa mente, são verdades definitivas, daí o choque com a liberdade de outro.
A nossa liberdade termina onde inicia a liberdade do nosso semelhante, feito pôr Deus, assim como nós, à sua imagem e semelhança.
O que cultivamos é a ótica do vício, o qual nos faz instrumento de tropeço do nosso semelhante. Quando na nossa família há um criminoso, dizemos que o mesmo é romântico, um aventureiro; não consideramos as suas vítimas e nem o prejuízo que as mesmas tiveram. A exclusividade é uma lesão comum a todos nós. A afirmação é enganosa e tida como verdadeira, pôr ser difícil contestá-la.
Nesta temática, a nossa alma é um instrumento da evolução, entretanto predominantemente negativa. Somos um instrumento inverso!
Toda a pureza da filosofia platônica nos conduz a uma reflexão: O dever é superior ao poder e ao querer. Toda vez que a alma busca a razão, assim o faz porque foi ferida. Sendo assim, é o ódio que nos impulsiona na busca.
O poeta Carlos Drumonnd nos adverte que: pôr que há sempre uma porção de dinamite esperando estourar dentro de nossa pobre alma urbana e civilizada.
Sem o exercício espiritual da renúncia e da compaixão, jamais compreenderemos o nosso ego como instrumento da evolução.
Obs.- Meus queridos, imprimam o texto, colem no caderno e fazem um comentário crítico sobre o assunto do mesmo. Um beijo e bom final de semana.
sexta-feira, 18 de março de 2011
Tarefa sobre resenha para as salas do Ensino Médio do Tableau Taubaté
Queridos(as), vocês devem ler a resenha crítica da qual lhes falei na aula de hoje. Ela faz uma crítica bem séria e fundamentada acerca da série Crepúsculo.
Em seguida deixem comentários aqui o blog indicando a opinião de vocês sobre a resenha.
Por fim, elaborem um texto escrito com a mesma opinião e entreguem, como tarefa, na portaria do colégio na segunda-feira, 21 de março.
Lembrem-se de modalizar o nível de linguagem dos dois textos: o do blog poderá ser escrito com a variante mais informal, característica do ambiente de internet, enquanto que o texto escrito deverá ser montando usando-se a variação formal.
BOM TRABALHO A TODOS E ÓTIMO FINAL DE SEMANA.
Um beijo.
Profa. Rosane
Vejam a resenha abaixo.
_____________________________________________________
Escritos pela americana Stephenie Meyer, a popularidade dos livros da série para jovens e adultos composta por O Crepúsculo, Lua Nova, Eclipse, Amanhecer e Sol da Meia-noite atingiu números enormes. Com a adaptação para o cinema de Crepúsculo lançada em dezembro de 2008 no Brasil e uma venda de 1,3 milhões de livros no dia de lançamento de sua última edição, Meyer já não deve ter dúvidas de seu sucesso — de uma romancista de primeira viagem para o primeiro lugar dos mais vendidos, foi uma subida muito rápida.
Mas por quê? Para descobrir o motivo dos livros estarem inspirando legiões de fãs e dúzias de fan-sites, resolvi lê-los para conhecer o segredo de Meyer.
Para ser direto, querido leitor, eu fiquei horrorizado. Não apenas pela prosa doentia ou pela falta de escrita de qualidade, mas principalmente pelas obras serem insultantes em todos os níveis — para uma mulher, para um adolescente, para um estudante de literatura, até para um graduado em Harry Potter. O pior de tudo é que pouca gente parece perceber isso.
Crepúsculo (Twilight) é a história do assim chamado “padrão” de garota do século XXI, Bella Swan (Bonita Swan?), que é objeto de desejo de não um, não dois, mas um total de cinco rapazes de estilo romântico. Desses, o mais importante é o misterioso e hilário Edward Cullen. Pra começar, Bella desempenha o miserável papel de donzela algumas vezes e depois de duzentas páginas de um suspense mal desenvolvido, descobrimos que Edward é, de fato, um vampiro. Não precisa ter medo, no entanto, pois ele e sua família são o tipo de vampiro chamado “vegetariano”, preferindo animais ao invés de humanos e, inexplicavelmente, frequentando o ensino médio. Esse primeiro livro trata do romance entre Bella e Edward e está constantemente inclinado a colocar Bella em situações perigosas para que seu adorado vampiro possa salvá-la.
Tudo bem, você está dizendo. É um pouco extravagante, mas por que é tão ruim? Primeiro de tudo, os livros apresentam uma heroína que dificilmente consegue dar um passo sem precisar de algum garoto para ajudá-la. Na verdade, a série apresenta visões sexistas em sua quase totalidade — o fato de que Bella desiste de suas ambições e planos para a faculdade com objetivo de casar-se com Edward; o fato de que ela é representada como uma Eva moderna, implorando por sexo ao nobre e moral cavalheiro, enquanto ele deseja preservar sua virgindade; o fato de seu relacionamento ser perigosamente doentio; e finalmente o fato de que quase todas as personagens femininas apresentadas no livro são caricaturas desesperançosamente negativas.
Infelizmente, a série não melhora com os livros seguintes. Em Lua Nova (New Moon) , Bella entra no que ela mesma descreve como estado de “zumbi” quando Edward a deixa. Na verdade, a autora “tão habilmente” coloca páginas em branco com os nomes dos meses como um mecanismo narrativo esdrúxulo para mostrar a profundidade da dor de sua heroína. E também para evitar ter que escrever a parte difícil. Bella se torna meio suicida; ela propositalmente se coloca em perigo e chega mesmo a pular de um penhasco ao ouvir a voz do amante em sua cabeça.
O que isso diz aos leitores, tendo em mente que a principal audiência está nas garotas de 12 a 17 anos, com tendências de impressionar-se com tragédias (não apenas elas, evidentemente)? Que elas devem sumir e ficar costurando por meses se o seu namorado deixá-las? Que não tem problema em arriscar a própria vida, desde que para estar perto de seu amor? Que mensagem apaixonante para dar a uma jovem!
O único aspecto brilhante de Lua Nova é o louvável Jacob Black, um membro da reserva La Push e recém transformado lobisomem. É nas cenas de Bella com Jacob que o leitor vislumbra verdadeiros traços de personalidade. Esse tipo de romance que vai crescendo com o tempo é certamente mais próximo da vida real de um adolescente do que aquele de nobres ideiais entre os amantes Edward e Bella. No entanto, adicionar outra trama (meio esquecida) bem quando Edward e Bella estão juntos, com Jacob sendo chutado como um cachorro, é algo questionável.
Eclipse. É nesse volume que o relacionamento de Bella e Edward toma os piores caminhos. Edward chega a remover o motor do carro de Bella para que ela não vá ver seu amigo Jacob, e ainda deixa sua irmã vampira raptá-la no fim de semana. Bella fica um pouco irritada com isso, é claro, mas acaba escrevendo coisas como “ele é só um pouco super-protetor” e “ele faz isso porque me ama” sobre esse comportamento de Edward. Meu caro leitor, eu realmente fiquei preocupado ao ler isso. Apesar de suas boas intenções (eles estão sempre sendo levados para o inferno, lembre-se), Meyer não apenas cria duas personagens completamente doentias com um relacionamento abusivo e perigoso, mas ela também romantiza e idealiza isso, não só entre Bella e Edward, mas com Bella e Jacob também. Que tipo de coisa isso pode virar na cabeça de um adolescente confuso?
Jacob, por fim, tem um bizarro transplante de personalidade e se transforma em um verdadeiro idiota nesse livro. Ele tenta beijar Bella à força, duas vezes, ignorando seus protestos e ameaça suicídio caso ela o recusar. Mas não é dessa vez que questões como abuso sexual, sexismo ou desigualdade vêm à tona na mente da personagem principal. Ao contrário, enquanto Jacob está beijando-a à força (abuso sexual, diria você), Bella decide que está apaixonada por ele. O que é isso?
Joguei longe minha cópia de Eclipse e estava pronto para esquecer que os livros existiram quando a crepúsculo-mania voltou com o lançamento de Amanhecer (Breaking Dawn). “Eu posso escrever esse artigo lendo apenas os três primeiros”, eu pensei comigo mesmo. No final, contudo, parcialmente por curiosidade e parcialmente como resultado de uma esperança irracional de que Meyer se superaria, decidi lê-lo.
Eu estava errado. Em Amanhecer, Meyer nos dá uma sinceridade desconcertante e, às vezes, assustadora para fechar a série. As várias centenas de páginas estão preenchidas com uma débil-doce-auto-indulgência e um flagrante despedimento de continuidade de realismo. Logo no início, Bella e Edward ficam “na horizontal” depois de uma longa espera (mas só depois do casamento, é claro, nós não podemos cair na tentação de tirar a virgindade de 107 anos de Edward). Bella, de alguma forma, fica grávida. Por favor, diz Meyer, nunca esqueça do fato de que todos os fluidos do corpo dos vampiros são substituídos por seu “veneno” ou que o esperma seca depois de três dias, imagine em um século. De forma ainda mais fantástica, o feto de vampiro/humano cresce a uma velocidade alarmante, tão rápido que Bella sente os “chutinhos” após duas semanas de gestação. Eu nunca estive grávido, mas não precisa ser muito inteligente para saber que há algo errado com esse quadro.
Vou poupar você dos detalhes do restante desse show de horror. Acredite, a cena de nascimento é algo que eu desesperadamente desejaria não ter lido (depois que o assim chamado “bebê” quebra a pelvis, a coluna vertebral e as costelas de Bella, Edward abre caminho com uma versão um tanto insalubre de cesárea: com seus dentes). Desculpe, eu tinha que partilhar minha dor. Bella se torna uma vampira super especial com poderes super especiais e vence o não-conflito do não-clímax. Ah, não se esqueça da sua incrível habilidade de ir caçar na floresta com vestido e salto.
Infelizmente, Twilight não acabou. Já foi lançado um novo livro chamado Sol da Meia-noite (Midnight Sun), mas dessa vez não vou cair na armadilha. O fato preocupante é que milhões de garotas continuarão lendo essa trama sexista sem importar-se com o resto do mundo, obcecadas com o “perfeito” Edward Cullen e o “quente” Jacob Black, fingindo ser Bella Swan e ignorando traços doentios de uma relação, assim como a protagonista.
Eu me pergunto o que aconteceu para que, duzentos anos depois de uma heroína feminista como Elizabeth Bennet, tenhamos retrocedido a ponto de uma “fêmea-heroína-literária”, como a personagem de Meyer o é, fazer tanto sucesso.
(Kellen Rice)
Em seguida deixem comentários aqui o blog indicando a opinião de vocês sobre a resenha.
Por fim, elaborem um texto escrito com a mesma opinião e entreguem, como tarefa, na portaria do colégio na segunda-feira, 21 de março.
Lembrem-se de modalizar o nível de linguagem dos dois textos: o do blog poderá ser escrito com a variante mais informal, característica do ambiente de internet, enquanto que o texto escrito deverá ser montando usando-se a variação formal.
BOM TRABALHO A TODOS E ÓTIMO FINAL DE SEMANA.
Um beijo.
Profa. Rosane
Vejam a resenha abaixo.
_____________________________________________________
Escritos pela americana Stephenie Meyer, a popularidade dos livros da série para jovens e adultos composta por O Crepúsculo, Lua Nova, Eclipse, Amanhecer e Sol da Meia-noite atingiu números enormes. Com a adaptação para o cinema de Crepúsculo lançada em dezembro de 2008 no Brasil e uma venda de 1,3 milhões de livros no dia de lançamento de sua última edição, Meyer já não deve ter dúvidas de seu sucesso — de uma romancista de primeira viagem para o primeiro lugar dos mais vendidos, foi uma subida muito rápida.
Mas por quê? Para descobrir o motivo dos livros estarem inspirando legiões de fãs e dúzias de fan-sites, resolvi lê-los para conhecer o segredo de Meyer.
Para ser direto, querido leitor, eu fiquei horrorizado. Não apenas pela prosa doentia ou pela falta de escrita de qualidade, mas principalmente pelas obras serem insultantes em todos os níveis — para uma mulher, para um adolescente, para um estudante de literatura, até para um graduado em Harry Potter. O pior de tudo é que pouca gente parece perceber isso.
Crepúsculo (Twilight) é a história do assim chamado “padrão” de garota do século XXI, Bella Swan (Bonita Swan?), que é objeto de desejo de não um, não dois, mas um total de cinco rapazes de estilo romântico. Desses, o mais importante é o misterioso e hilário Edward Cullen. Pra começar, Bella desempenha o miserável papel de donzela algumas vezes e depois de duzentas páginas de um suspense mal desenvolvido, descobrimos que Edward é, de fato, um vampiro. Não precisa ter medo, no entanto, pois ele e sua família são o tipo de vampiro chamado “vegetariano”, preferindo animais ao invés de humanos e, inexplicavelmente, frequentando o ensino médio. Esse primeiro livro trata do romance entre Bella e Edward e está constantemente inclinado a colocar Bella em situações perigosas para que seu adorado vampiro possa salvá-la.
Tudo bem, você está dizendo. É um pouco extravagante, mas por que é tão ruim? Primeiro de tudo, os livros apresentam uma heroína que dificilmente consegue dar um passo sem precisar de algum garoto para ajudá-la. Na verdade, a série apresenta visões sexistas em sua quase totalidade — o fato de que Bella desiste de suas ambições e planos para a faculdade com objetivo de casar-se com Edward; o fato de que ela é representada como uma Eva moderna, implorando por sexo ao nobre e moral cavalheiro, enquanto ele deseja preservar sua virgindade; o fato de seu relacionamento ser perigosamente doentio; e finalmente o fato de que quase todas as personagens femininas apresentadas no livro são caricaturas desesperançosamente negativas.
Infelizmente, a série não melhora com os livros seguintes. Em Lua Nova (New Moon) , Bella entra no que ela mesma descreve como estado de “zumbi” quando Edward a deixa. Na verdade, a autora “tão habilmente” coloca páginas em branco com os nomes dos meses como um mecanismo narrativo esdrúxulo para mostrar a profundidade da dor de sua heroína. E também para evitar ter que escrever a parte difícil. Bella se torna meio suicida; ela propositalmente se coloca em perigo e chega mesmo a pular de um penhasco ao ouvir a voz do amante em sua cabeça.
O que isso diz aos leitores, tendo em mente que a principal audiência está nas garotas de 12 a 17 anos, com tendências de impressionar-se com tragédias (não apenas elas, evidentemente)? Que elas devem sumir e ficar costurando por meses se o seu namorado deixá-las? Que não tem problema em arriscar a própria vida, desde que para estar perto de seu amor? Que mensagem apaixonante para dar a uma jovem!
O único aspecto brilhante de Lua Nova é o louvável Jacob Black, um membro da reserva La Push e recém transformado lobisomem. É nas cenas de Bella com Jacob que o leitor vislumbra verdadeiros traços de personalidade. Esse tipo de romance que vai crescendo com o tempo é certamente mais próximo da vida real de um adolescente do que aquele de nobres ideiais entre os amantes Edward e Bella. No entanto, adicionar outra trama (meio esquecida) bem quando Edward e Bella estão juntos, com Jacob sendo chutado como um cachorro, é algo questionável.
Eclipse. É nesse volume que o relacionamento de Bella e Edward toma os piores caminhos. Edward chega a remover o motor do carro de Bella para que ela não vá ver seu amigo Jacob, e ainda deixa sua irmã vampira raptá-la no fim de semana. Bella fica um pouco irritada com isso, é claro, mas acaba escrevendo coisas como “ele é só um pouco super-protetor” e “ele faz isso porque me ama” sobre esse comportamento de Edward. Meu caro leitor, eu realmente fiquei preocupado ao ler isso. Apesar de suas boas intenções (eles estão sempre sendo levados para o inferno, lembre-se), Meyer não apenas cria duas personagens completamente doentias com um relacionamento abusivo e perigoso, mas ela também romantiza e idealiza isso, não só entre Bella e Edward, mas com Bella e Jacob também. Que tipo de coisa isso pode virar na cabeça de um adolescente confuso?
Jacob, por fim, tem um bizarro transplante de personalidade e se transforma em um verdadeiro idiota nesse livro. Ele tenta beijar Bella à força, duas vezes, ignorando seus protestos e ameaça suicídio caso ela o recusar. Mas não é dessa vez que questões como abuso sexual, sexismo ou desigualdade vêm à tona na mente da personagem principal. Ao contrário, enquanto Jacob está beijando-a à força (abuso sexual, diria você), Bella decide que está apaixonada por ele. O que é isso?
Joguei longe minha cópia de Eclipse e estava pronto para esquecer que os livros existiram quando a crepúsculo-mania voltou com o lançamento de Amanhecer (Breaking Dawn). “Eu posso escrever esse artigo lendo apenas os três primeiros”, eu pensei comigo mesmo. No final, contudo, parcialmente por curiosidade e parcialmente como resultado de uma esperança irracional de que Meyer se superaria, decidi lê-lo.
Eu estava errado. Em Amanhecer, Meyer nos dá uma sinceridade desconcertante e, às vezes, assustadora para fechar a série. As várias centenas de páginas estão preenchidas com uma débil-doce-auto-indulgência e um flagrante despedimento de continuidade de realismo. Logo no início, Bella e Edward ficam “na horizontal” depois de uma longa espera (mas só depois do casamento, é claro, nós não podemos cair na tentação de tirar a virgindade de 107 anos de Edward). Bella, de alguma forma, fica grávida. Por favor, diz Meyer, nunca esqueça do fato de que todos os fluidos do corpo dos vampiros são substituídos por seu “veneno” ou que o esperma seca depois de três dias, imagine em um século. De forma ainda mais fantástica, o feto de vampiro/humano cresce a uma velocidade alarmante, tão rápido que Bella sente os “chutinhos” após duas semanas de gestação. Eu nunca estive grávido, mas não precisa ser muito inteligente para saber que há algo errado com esse quadro.
Vou poupar você dos detalhes do restante desse show de horror. Acredite, a cena de nascimento é algo que eu desesperadamente desejaria não ter lido (depois que o assim chamado “bebê” quebra a pelvis, a coluna vertebral e as costelas de Bella, Edward abre caminho com uma versão um tanto insalubre de cesárea: com seus dentes). Desculpe, eu tinha que partilhar minha dor. Bella se torna uma vampira super especial com poderes super especiais e vence o não-conflito do não-clímax. Ah, não se esqueça da sua incrível habilidade de ir caçar na floresta com vestido e salto.
Infelizmente, Twilight não acabou. Já foi lançado um novo livro chamado Sol da Meia-noite (Midnight Sun), mas dessa vez não vou cair na armadilha. O fato preocupante é que milhões de garotas continuarão lendo essa trama sexista sem importar-se com o resto do mundo, obcecadas com o “perfeito” Edward Cullen e o “quente” Jacob Black, fingindo ser Bella Swan e ignorando traços doentios de uma relação, assim como a protagonista.
Eu me pergunto o que aconteceu para que, duzentos anos depois de uma heroína feminista como Elizabeth Bennet, tenhamos retrocedido a ponto de uma “fêmea-heroína-literária”, como a personagem de Meyer o é, fazer tanto sucesso.
(Kellen Rice)
quarta-feira, 2 de março de 2011
Proposta de produção de texto para tarefa - 3 E.M. (Tableau) e 2 E.M.(Alpha)
Produção de texto argumentativo. (UFPR – 2008 - adaptada)
O episódio relatado a seguir ocorreu em Tubarão (SC).
A adolescente J. S. S. foi impedida de entrar em um baile de gala realizado no Clube S. J., sob a alegação de que não estava evidamente trajada. Após uma discussão entre sua mãe e a portaria do clube, a moça pôde ingressar e participar do evento. Dias depois, J. S. S. e sua mãe entraram com uma ação na justiça contra o clube, solicitando reparação de danos morais.
Leia abaixo trechos da sentença do Juiz de Direito L. R. A., emitida em 11 jul. 2002.
[...] No Brasil, morre por subnutrição uma criança a cada dois minutos, mais ou menos. A população de nosso planeta já ultrapassou seis bilhões de pessoas e um terço deste contingente passa fome, diariamente. A miséria se alastra, os problemas sociais são gigantescos e causam a criminalidade e a violência generalizada. Vivemos em um mundo de exclusão, no qual a brutalidade supera com larga margem os valores humanos. O Poder Judiciário é incapaz de proporcionar um mínimo de Justiça Social e de paz à sociedade.
E agora tenho de julgar um conflito surgido em decorrência de um vestido. Que valor humano importante é este, capaz de gerar uma demanda jurídica? [...]
Um primeiro problema que surge é saber enquadrar o conceito de traje de gala a rigor, vestido longo, aos casos concretos, ou seja, aos vestidos utilizados pelas participantes do evento. Nesta demanda, a pessoa responsável pelo ingresso no baile entendeu, em nome do requerido [o clube], que o vestido da autora não se enquadrava no conceito. Já a autora e sua mãe entendem que sim.
Como determinar quem tem razão? Nomear um estilista ou um colunista social para, cientificamente, verificar se o vestido portado pela autora era ou não de gala a rigor? Ridículo seria isto.
Sob meu ponto de vista, quem consente com a futilidade a ela está submetida. Ora, no momento em que uma pessoa aceita participar destes tipos de bailes, aliás, nos quais as indumentárias, muitas vezes, se confundem com fantasias carnavalescas, não pode, após, insurgir-se contra as regras sociais deles emanadas. Se frívolo é o ambiente, frívolos são todos os seus atos. Na presente lide, nada ficou provado em relação ao requerido, salvo o fato de que a autora foi impedida, inicialmente, de entrar no baile, sendo, posteriormente, frente às atitudes de sua mãe, autorizada a entrar. Não há prova nos autos de grosserias, ou melhor, já que se fala de alta sociedade, falta de urbanidade, impolidez ou indelicadeza por parte dos funcionários do requerido. Apenas entenderam que o traje da autora não se enquadrava no conceito de gala a rigor e, por conseguinte, segundo as regras do baile, sua entrada não foi permitida. Isto, sob meu julgamento, não gera danos morais, pois não se trata de ato ilícito. Para quem tem preocupações sociais, pode até ser um absurdo o ocorrido, mas absurdo também não seria participar de um evento previamente organizado com regras tão estultas? [...]
Para finalizar, após analisar as fotografias juntadas aos autos [...] não posso deixar de registrar uma certa indignação de ver uma jovem tão bonita ser submetida, pela sociedade como um todo, incluindo-se sua família e o próprio requerido, a fatos tão frívolos, de uma vulgaridade social sem tamanho. Esta adolescente poderia estar sendo encaminhada nos caminhos da cultura, da literatura, das artes, da boa música. Poderia estar sendo incentivada a lutar por espaços de lazer, de saber e de conhecimento. Mas não. Ao que parece, seus valores estão sendo construídos pela inutilidade de conceitos e práticas de exclusão. Cada cidadão e cidadã é livre para escolher seu próprio caminho. Mas quem trilha as veredas das galas de rigor e das altas sociedades, data venia, que aceite seus tempos e contratempos, e deixe o Poder Judiciário cuidar dos conflitos realmente importantes para a comunidade em geral. [...]
Nessa sentença, o juiz extrapola a questão que estava em julgamento (se a adolescente sofreu danos morais ao ser pedida de entrar no baile). Em uma dissertação argumentativa de 20 a 25 linhas, exponha sua opinião sobre a conduta do juiz. O texto deve apresentar:
• O fato que deu origem à ação judicial;
• O julgamento do juiz sobre a demanda específica (existência ou não de dano moral);
• Os aspectos em que o juiz teria extrapolado sua função;
• Uma avaliação dos argumentos do juiz.
O episódio relatado a seguir ocorreu em Tubarão (SC).
A adolescente J. S. S. foi impedida de entrar em um baile de gala realizado no Clube S. J., sob a alegação de que não estava evidamente trajada. Após uma discussão entre sua mãe e a portaria do clube, a moça pôde ingressar e participar do evento. Dias depois, J. S. S. e sua mãe entraram com uma ação na justiça contra o clube, solicitando reparação de danos morais.
Leia abaixo trechos da sentença do Juiz de Direito L. R. A., emitida em 11 jul. 2002.
[...] No Brasil, morre por subnutrição uma criança a cada dois minutos, mais ou menos. A população de nosso planeta já ultrapassou seis bilhões de pessoas e um terço deste contingente passa fome, diariamente. A miséria se alastra, os problemas sociais são gigantescos e causam a criminalidade e a violência generalizada. Vivemos em um mundo de exclusão, no qual a brutalidade supera com larga margem os valores humanos. O Poder Judiciário é incapaz de proporcionar um mínimo de Justiça Social e de paz à sociedade.
E agora tenho de julgar um conflito surgido em decorrência de um vestido. Que valor humano importante é este, capaz de gerar uma demanda jurídica? [...]
Um primeiro problema que surge é saber enquadrar o conceito de traje de gala a rigor, vestido longo, aos casos concretos, ou seja, aos vestidos utilizados pelas participantes do evento. Nesta demanda, a pessoa responsável pelo ingresso no baile entendeu, em nome do requerido [o clube], que o vestido da autora não se enquadrava no conceito. Já a autora e sua mãe entendem que sim.
Como determinar quem tem razão? Nomear um estilista ou um colunista social para, cientificamente, verificar se o vestido portado pela autora era ou não de gala a rigor? Ridículo seria isto.
Sob meu ponto de vista, quem consente com a futilidade a ela está submetida. Ora, no momento em que uma pessoa aceita participar destes tipos de bailes, aliás, nos quais as indumentárias, muitas vezes, se confundem com fantasias carnavalescas, não pode, após, insurgir-se contra as regras sociais deles emanadas. Se frívolo é o ambiente, frívolos são todos os seus atos. Na presente lide, nada ficou provado em relação ao requerido, salvo o fato de que a autora foi impedida, inicialmente, de entrar no baile, sendo, posteriormente, frente às atitudes de sua mãe, autorizada a entrar. Não há prova nos autos de grosserias, ou melhor, já que se fala de alta sociedade, falta de urbanidade, impolidez ou indelicadeza por parte dos funcionários do requerido. Apenas entenderam que o traje da autora não se enquadrava no conceito de gala a rigor e, por conseguinte, segundo as regras do baile, sua entrada não foi permitida. Isto, sob meu julgamento, não gera danos morais, pois não se trata de ato ilícito. Para quem tem preocupações sociais, pode até ser um absurdo o ocorrido, mas absurdo também não seria participar de um evento previamente organizado com regras tão estultas? [...]
Para finalizar, após analisar as fotografias juntadas aos autos [...] não posso deixar de registrar uma certa indignação de ver uma jovem tão bonita ser submetida, pela sociedade como um todo, incluindo-se sua família e o próprio requerido, a fatos tão frívolos, de uma vulgaridade social sem tamanho. Esta adolescente poderia estar sendo encaminhada nos caminhos da cultura, da literatura, das artes, da boa música. Poderia estar sendo incentivada a lutar por espaços de lazer, de saber e de conhecimento. Mas não. Ao que parece, seus valores estão sendo construídos pela inutilidade de conceitos e práticas de exclusão. Cada cidadão e cidadã é livre para escolher seu próprio caminho. Mas quem trilha as veredas das galas de rigor e das altas sociedades, data venia, que aceite seus tempos e contratempos, e deixe o Poder Judiciário cuidar dos conflitos realmente importantes para a comunidade em geral. [...]
Nessa sentença, o juiz extrapola a questão que estava em julgamento (se a adolescente sofreu danos morais ao ser pedida de entrar no baile). Em uma dissertação argumentativa de 20 a 25 linhas, exponha sua opinião sobre a conduta do juiz. O texto deve apresentar:
• O fato que deu origem à ação judicial;
• O julgamento do juiz sobre a demanda específica (existência ou não de dano moral);
• Os aspectos em que o juiz teria extrapolado sua função;
• Uma avaliação dos argumentos do juiz.
terça-feira, 15 de fevereiro de 2011
Link para Capitães de areia
Os alunos que precisarem encontrar o texto integral do livro Capitães de areia de Jorge Amado para baixar da internet, devem acessar o seguinte link
http://www.4shared.com/get/AxI0QEtQ/JORGE_AMADO_Capitaes_da_Areia.html
Qualquer dúvida, falem comigo.
Beijos.
Profa. Rosane
http://www.4shared.com/get/AxI0QEtQ/JORGE_AMADO_Capitaes_da_Areia.html
Qualquer dúvida, falem comigo.
Beijos.
Profa. Rosane
segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011
sábado, 12 de fevereiro de 2011
sexta-feira, 11 de fevereiro de 2011
Queridos, além do assunto do texto do Veríssimo, verifiquem a composição da estrutura do tipo de texto, qual seja a crônica.
Conforme já conversamos, tem organização específica e serve bem para registrar fatos sociais ou pessoais dos cronistas.
Ela volta-se aos relatos de situações vivenciadas em momentos da história.
No caso desta crônica, ela adquire sentido, pois o programa televisivo em questão é conhecido de todos. Por mais que haja aqueles que não o assistam, todos os brasileiros têm conhecimento dele.
Conforme já conversamos, tem organização específica e serve bem para registrar fatos sociais ou pessoais dos cronistas.
Ela volta-se aos relatos de situações vivenciadas em momentos da história.
No caso desta crônica, ela adquire sentido, pois o programa televisivo em questão é conhecido de todos. Por mais que haja aqueles que não o assistam, todos os brasileiros têm conhecimento dele.
quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011
Crônica de Luis Fernando Veríssimo sobre o BBB 2011
Que me perdoem os ávidos telespectadores do Big Brother Brasil (BBB), produzido e organizado pela nossa distinta Rede Globo, mas conseguimos chegar ao fundo do poço...A décima primeira (está indo longe!) edição do BBB é uma síntese do que há de pior na TV brasileira. Chega a ser difícil,... encontrar as palavras adequadas para qualificar tamanho atentado à nossa modesta inteligência.
Dizem que em Roma, um dos maiores impérios que o mundo conheceu, teve seu fim marcado pela depravação dos valores morais do seu povo, principalmente pela banalização do sexo. O BBB é a pura e suprema banalização do sexo. Impossível assistir, ver este programa ao lado dos filhos. Gays, lésbicas, heteros... todos, na mesma casa, a casa dos ?heróis?, como são chamados por Pedro Bial. Não tenho nada contra gays, acho que cada um faz da vida o que quer, mas sou contra safadeza ao vivo na TV, seja entre homossexuais ou heterosexuais. O BBB é a realidade em busca do IBOPE...
Veja como Pedro Bial tratou os participantes do BBB. Ele prometeu um ?zoológico humano divertido? . Não sei se será divertido, mas parece bem variado na sua mistura de clichês e figuras típicas.
Pergunto-me, por exemplo, como um jornalista, documentarista e escritor como Pedro Bial que, faça-se justiça, cobriu a Queda do Muro de Berlim, se submete a ser apresentador de um programa desse nível. Em um e-mail que recebi há pouco tempo, Bial escreve maravilhosamente bem sobre a perda do humorista Bussunda referindo-se à pena de se morrer tão cedo.
Eu gostaria de perguntar, se ele não pensa que esse programa é a morte da cultura, de valores e princípios, da moral, da ética e da dignidade.
Outro dia, durante o intervalo de uma programação da Globo, um outro repórter acéfalo do BBB disse que, para ganhar o prêmio de um milhão e meio de reais, um Big Brother tem um caminho árduo pela frente, chamando-os de heróis. Caminho árduo? Heróis?
São esses nossos exemplos de heróis?
Caminho árduo para mim é aquele percorrido por milhões de brasileiros: profissionais da saúde, professores da rede pública (aliás, todos os professores), carteiros, lixeiros e tantos outros trabalhadores incansáveis que, diariamente, passam horas exercendo suas funções com dedicação, competência e amor, quase sempre mal remunerados..
Heróis, são milhares de brasileiros que sequer têm um prato de comida por dia e um colchão decente para dormir e conseguem sobreviver a isso, todo santo dia.
Heróis, são crianças e adultos que lutam contra doenças complicadíssimas porque não tiveram chance de ter uma vida mais saudável e digna.
Heróis, são aqueles que, apesar de ganharem um salário mínimo, pagam suas contas, restando apenas dezesseis reais para alimentação, como mostrado em outra reportagem apresentada, meses atrás pela própria Rede Globo.
O Big Brother Brasil não é um programa cultural, nem educativo, não acrescenta informações e conhecimentos intelectuais aos telespectadores, nem aos participantes, e não há qualquer outro estímulo como, por exemplo, o incentivo ao esporte, à música, à criatividade ou ao ensino de conceitos como valor, ética, trabalho e moral.
E ai vem algum psicólogo de vanguarda e me diz que o BBB ajuda a "entender o comportamento humano". Ah, tenha dó!!!
Veja o que está por de tra$$$$$$$$$$$$$$$$ do BBB: José Neumani da Rádio Jovem Pan, fez um cálculo de que se vinte e nove milhões de pessoas ligarem a cada paredão, com o custo da ligação a trinta centavos, a Rede Globo e a Telefônica arrecadam oito milhões e setecentos mil reais. Eu vou repetir: oito milhões e setecentos mil reais a cada paredão..
Já imaginaram quanto poderia ser feito com essa quantia se fosse dedicada a programas de inclusão social: moradia, alimentação, ensino e saúde de muitos brasileiros?
(Poderiam ser feitas mais de 520 casas populares; ou comprar mais de 5.000 computadores!)
Essas palavras não são de revolta ou protesto, mas de vergonha e indignação, por ver tamanha aberração ter milhões de telespectadores.
Em vez de assistir ao BBB, que tal ler um livro, um poema de Mário Quintana ou de Neruda ou qualquer outra coisa..., ir ao cinema..., estudar... , ouvir boa música..., cuidar das flores e jardins... , telefonar para um amigo... , visitar os avós.. , pescar..., brincar com as crianças... , namorar... ou simplesmente dormir.
Assistir ao BBB é ajudar a Globo a ganhar rios de dinheiro e destruir o que ainda resta dos valores sobre os quais foi construída nossa sociedade.
Dizem que em Roma, um dos maiores impérios que o mundo conheceu, teve seu fim marcado pela depravação dos valores morais do seu povo, principalmente pela banalização do sexo. O BBB é a pura e suprema banalização do sexo. Impossível assistir, ver este programa ao lado dos filhos. Gays, lésbicas, heteros... todos, na mesma casa, a casa dos ?heróis?, como são chamados por Pedro Bial. Não tenho nada contra gays, acho que cada um faz da vida o que quer, mas sou contra safadeza ao vivo na TV, seja entre homossexuais ou heterosexuais. O BBB é a realidade em busca do IBOPE...
Veja como Pedro Bial tratou os participantes do BBB. Ele prometeu um ?zoológico humano divertido? . Não sei se será divertido, mas parece bem variado na sua mistura de clichês e figuras típicas.
Pergunto-me, por exemplo, como um jornalista, documentarista e escritor como Pedro Bial que, faça-se justiça, cobriu a Queda do Muro de Berlim, se submete a ser apresentador de um programa desse nível. Em um e-mail que recebi há pouco tempo, Bial escreve maravilhosamente bem sobre a perda do humorista Bussunda referindo-se à pena de se morrer tão cedo.
Eu gostaria de perguntar, se ele não pensa que esse programa é a morte da cultura, de valores e princípios, da moral, da ética e da dignidade.
Outro dia, durante o intervalo de uma programação da Globo, um outro repórter acéfalo do BBB disse que, para ganhar o prêmio de um milhão e meio de reais, um Big Brother tem um caminho árduo pela frente, chamando-os de heróis. Caminho árduo? Heróis?
São esses nossos exemplos de heróis?
Caminho árduo para mim é aquele percorrido por milhões de brasileiros: profissionais da saúde, professores da rede pública (aliás, todos os professores), carteiros, lixeiros e tantos outros trabalhadores incansáveis que, diariamente, passam horas exercendo suas funções com dedicação, competência e amor, quase sempre mal remunerados..
Heróis, são milhares de brasileiros que sequer têm um prato de comida por dia e um colchão decente para dormir e conseguem sobreviver a isso, todo santo dia.
Heróis, são crianças e adultos que lutam contra doenças complicadíssimas porque não tiveram chance de ter uma vida mais saudável e digna.
Heróis, são aqueles que, apesar de ganharem um salário mínimo, pagam suas contas, restando apenas dezesseis reais para alimentação, como mostrado em outra reportagem apresentada, meses atrás pela própria Rede Globo.
O Big Brother Brasil não é um programa cultural, nem educativo, não acrescenta informações e conhecimentos intelectuais aos telespectadores, nem aos participantes, e não há qualquer outro estímulo como, por exemplo, o incentivo ao esporte, à música, à criatividade ou ao ensino de conceitos como valor, ética, trabalho e moral.
E ai vem algum psicólogo de vanguarda e me diz que o BBB ajuda a "entender o comportamento humano". Ah, tenha dó!!!
Veja o que está por de tra$$$$$$$$$$$$$$$$ do BBB: José Neumani da Rádio Jovem Pan, fez um cálculo de que se vinte e nove milhões de pessoas ligarem a cada paredão, com o custo da ligação a trinta centavos, a Rede Globo e a Telefônica arrecadam oito milhões e setecentos mil reais. Eu vou repetir: oito milhões e setecentos mil reais a cada paredão..
Já imaginaram quanto poderia ser feito com essa quantia se fosse dedicada a programas de inclusão social: moradia, alimentação, ensino e saúde de muitos brasileiros?
(Poderiam ser feitas mais de 520 casas populares; ou comprar mais de 5.000 computadores!)
Essas palavras não são de revolta ou protesto, mas de vergonha e indignação, por ver tamanha aberração ter milhões de telespectadores.
Em vez de assistir ao BBB, que tal ler um livro, um poema de Mário Quintana ou de Neruda ou qualquer outra coisa..., ir ao cinema..., estudar... , ouvir boa música..., cuidar das flores e jardins... , telefonar para um amigo... , visitar os avós.. , pescar..., brincar com as crianças... , namorar... ou simplesmente dormir.
Assistir ao BBB é ajudar a Globo a ganhar rios de dinheiro e destruir o que ainda resta dos valores sobre os quais foi construída nossa sociedade.
segunda-feira, 31 de janeiro de 2011
O porquê do registro.
As palavras a vida leva e o tempo apaga. Assim, é importante registrá-las para que outrem, depois que não mais estivermos aqui, possam delas usufruirem, apropriarem-se e resignificá-las.
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