sexta-feira, 25 de março de 2011

O avesso de Rachel de Queiroz. A princípio, ela vai para os fofíssimos do nono ano do Tableau, mas também para todos que gostarem de ler boas notas reflexivas.

O AVESSO

“Quanto mais brilhante e escorreita a face do direito, mais a face do avesso encobre as dificuldades, os arremates feios, os remendos” - Rachel de Queiroz


A vida como ela é uma imagem refletida no espelho! O que vemos está ao contrário do real. O mesmo acontece no mundo espiritual. O que os nossos sentidos percebem são traduzidos de forma invertida pela nossa mente. Sendo assim, a vida é uma grande ilusão de formas, um grande sonho! Sonhos e formas necessários aos propósitos divinos.
Somos escravos da nossa subjetividade, que se mostra predominante sobre o real; do colorido das nossas falsas idéias; das manifestações múltiplas. Somos prisioneiros do pensamento seletivo e preconceituoso e escravos do nosso inconsciente, o qual foi codificado pôr sugestões dúbias. Este mesmo inconsciente é que nos determinas a direção, nos fazendo crer que os nossos pensamentos, pôr estarem em nossa mente, são verdades definitivas, daí o choque com a liberdade de outro.
A nossa liberdade termina onde inicia a liberdade do nosso semelhante, feito pôr Deus, assim como nós, à sua imagem e semelhança.
O que cultivamos é a ótica do vício, o qual nos faz instrumento de tropeço do nosso semelhante. Quando na nossa família há um criminoso, dizemos que o mesmo é romântico, um aventureiro; não consideramos as suas vítimas e nem o prejuízo que as mesmas tiveram. A exclusividade é uma lesão comum a todos nós. A afirmação é enganosa e tida como verdadeira, pôr ser difícil contestá-la.
Nesta temática, a nossa alma é um instrumento da evolução, entretanto predominantemente negativa. Somos um instrumento inverso!
Toda a pureza da filosofia platônica nos conduz a uma reflexão: O dever é superior ao poder e ao querer. Toda vez que a alma busca a razão, assim o faz porque foi ferida. Sendo assim, é o ódio que nos impulsiona na busca.
O poeta Carlos Drumonnd nos adverte que: pôr que há sempre uma porção de dinamite esperando estourar dentro de nossa pobre alma urbana e civilizada.
Sem o exercício espiritual da renúncia e da compaixão, jamais compreenderemos o nosso ego como instrumento da evolução.

Obs.- Meus queridos, imprimam o texto, colem no caderno e fazem um comentário crítico sobre o assunto do mesmo. Um beijo e bom final de semana.