sábado, 9 de abril de 2011

Coletânea de textos para produção de dissertação para o terceiro ano - Tableau

Escrever é um ato que exige empenho...
Muitas pessoas acreditam que aqueles que redigem com desenvoltura executam essa tarefa como quem respira, sem a menor dificuldade, sem o menor esforço. Não é assim. Escrever é uma das técnicas mais complexas que o ser humano pode realizar. Faz rigorosas exigências à memória e ao raciocínio.
A habilidade mental é imprescindível para que todos os aspectos envolvidos na escrita sejam bem articulados, coordenados, harmonizados de forma que o texto seja bem-sucedido.
Conhecimentos de natureza diversa são acessados para que o texto tome forma. É necessário que o redator utilize simultaneamente seus conhecimentos relativos ao assunto que quer tratar, ao gênero adequado, à situação em que o texto é produzido, aos possíveis leitores, à língua e suas possibilidades estilísticas.
Portanto, escrever não é fácil e, principalmente escrever é incompatível com a preguiça.
A tarefa pode ir ficando paulatinamente mais fácil para profissionais que escrevem muito, todos os dias, mas mesmo esses testemunham que escrever é um trabalho exigente, cansativo e, muitas vezes, frustrante. Sempre queremos um texto ainda melhor do que o que chegamos a produzir e poucas vezes conseguimos manter a linguagem escrita todas as sutilezas da percepção original acerca de um fato ou um pensamento. O que admiramos na literatura é justamente essa especificidade, essa possibilidade de expandir pela palavra escrita emoções, pensamentos, sensações, significados, que nós, leigos, não conseguimos traduzir com propriedade.
GARCEZ, Lucília H. do Carmo. Técnica de redação – o que é preciso saber para bem escrever. São
Paulo: Martins Fontes, 2001 (Fragmento)


" (...)
Porque o escrever - tanta perícia,
Tanta requer,
Que ofício tal...nem há notícia
De outro qualquer"

Olavo Bilac

segunda-feira, 4 de abril de 2011

Singelo e verdadeiro como tudo de Quintana...

Quisera todos nós pudéssemos ter sabedoria para perceber tudo.
Infelizmente, somos falhos e imaturos humanos e, como tal, a imperfeição é nossa maior... virtude... ou seria nossa perfeita desvirtude...
Não faz tanta diferença, pois o que fica é apenas a finitude do tempo que se esvai sem que nada façamos.
Por isso, queridos... percebam...
(EU mesma)

Analisem...

Lindo!!!

Para refletir seriamente...

Tarefa para os alunos dos segundos e terceiros anos do Tableau 1 e Tableau 2

- QUESTÕES SOBRE A CIDADE E AS SERRAS -
1. (UNICENTRO) A única passagem que NÃO encontra apoio em A Cidade e as Serras, de Eça de Queirós, é

A) Em A Cidade e as Serras, José Fernandes, de rica família proveniente da serrana de Tormes , em Portugal, narra a história de Jacinto de Tormes, seu amigo também fidalgo, embora nascido e criado em Paris.
B) A Cidade e as Serras explora uma grave tese sociológica: ser-nos preferível viver e proliferar pacificamente nas aldeias a naufragar no estéril tumulto das cidades.
C) Para Jacinto, Portugal estava associado à infelicidade, enquanto Paris associava-se à felicidade; ao longo do romance, contudo, essa opinião se modifica.
D) No romance dois ambientes distintos são enfocados ao longo das duas partes em que o livro pode ser dividido: a civilização e a natureza.
E) Já avançado em idade, Jacinto se aborrece com as serras e tenciona reviver as orgias parisienses, mas faltam-lhe, agora, saúde e riqueza.


2. (FUVEST) O romance A Cidade e as Serras, de Eça de Queirós, publicado em 1901, é desenvolvimento de um conto chamado “Civilização”. Do romance como um todo pode afirmar-se que:

A) apresenta um narrador que se recorda de uma viagem que fizera havia algum tempo ao Oriente Médio, à Terra Santa, de onde deveria trazer uma relíquia para uma tia velha, beata e rica.
B) caracteriza uma narrativa em que se analisam os mecanismos do casamento e o comportamento da pequena burguesia da cidade de Lisboa.
C) apresenta uma personagem que detesta inicialmente a vida do campo, aderindo ao desenvolvimento tecnológico da cidade, mas que ao final regressa à vida campesina e a transforma com a aplicação de seus conhecimentos técnicos e científicos.
D) revela narrativa cujo enredo envolve a vida devota da província e o celibato clerical e caracteriza a situação de decadência e alienação de Leiria, tomando-a como espelho da marginalização de todo o país com relação ao contexto europeu.
E) se desenvolve em duas linhas de ação: uma marcada por amores incestuosos; outra voltada para a análise da vida da alta burguesia lisboeta.


3. (FUVEST)
Já a tarde caía quando recolhemos muito lentamente. E toda essa adorável paz do céu, realmente celestial, e dos campos, onde cada folhinha conservava uma quietação contemplativa, na luz docemente desmaiada, pousando sobre as coisas com um liso e leve afago, penetrava tão profundamente Jacinto, que eu o senti, no silêncio em que caíramos, suspirar de puro alívio.
Depois, muito gravemente:
Tu dizes que na Natureza não há pensamento...
Outra vez! Olha que maçada! Eu...
Mas é por estar nela suprimido o pensamento que lhe está poupado o sofrimento! Nós, desgraçados, não podemos suprimir o pensamento, mas certamente o podemos disciplinar e impedir que ele se estonteie e se esfalfe, como na fornalha das cidades, ideando gozos que nunca se realizam, aspirando a certezas que nunca se atingem!... E é o que aconselham estas colinas e estas árvores à nossa alma, que vela e se agita que viva na paz de um sonho vago e nada apeteça, nada tema, contra nada se insurja, e deixe o mundo rolar, não esperando dele senão um rumor de harmonia, que a embale e lhe favoreça o dormir dentro da mão de Deus. Hem, não te parece, Zé Fernandes?
Talvez. Mas é necessário então viver num mosteiro, com o temperamento de S. Bruno, ou ter cento e quarenta contos de renda e o desplante de certos Jacintos...
Eça de Queirós, A cidade e as serras.

Considerado no contexto de A cidade e as serras, o diálogo presente no excerto revela que, nesse romance de Eça de Queirós, o elogio da natureza e da vida rural:

a) indica que o escritor, em sua última fase, abandonara o Realismo em favor do Naturalismo, privilegiando, de certo modo, a observação da natureza em detrimento da crítica social.
b) demonstra que a consciência ecológica do escritor já era desenvolvida o bastante para fazê-lo rejeitar, ao longo de toda a narrativa, as intervenções humanas no meio natural.
c) guarda aspectos conservadores, predominantemente voltados para a estabilidade social, embora o escritor mantenha, em certa medida, a prática da ironia que o caracteriza.
d) serve de pretexto para que o escritor critique, sob certos aspectos, os efeitos da revolução industrial e da urbanização acelerada que se haviam processado em Portugal nos primeiros anos do Século XIX.
e) veicula uma sátira radical da religião, embora o escritor simule conservar, até certo ponto, a veneração pela Igreja Católica que manifestara em seus primeiros romances.

domingo, 3 de abril de 2011

Questões sobre Iracema para o primeiro E.M. Tableau 1 e Tableau 2.




Olá pessoal, tudo bem?

Depois do que conversamos em sala, acerca da ora Iracema analisem as duas questões abaixo e respondam-nas em seus:

- formulários de tarefas, para entrega na portaria em 05 de abril (para os alunos do Tableau 1);

- cadernos (para os alunos do Tableau 2).

1 – (UNICAMP/1987) O relacionamento amoroso de Iracema e Martim pode significar mais do que aparenta; pode ser visto, do início ao fim, como representativo do processo de conquista e de colonização do Brasil. Como o romance Iracema representa esse processo?

2 – (FUVEST/1990 – 2º. Vestibular) Em Iracema, Alencar procura aproveitar na linguagem elementos da cultura indígena para melhor exprimir a idéia de um mundo primitivo. Um desses elementos é o modo de medir a passagem do tempo. Como faz o romancista para marcar a passagem do tempo?